Reino Unido. Paul Nuttal é o terceiro líder do UKIP em 2016

Os membros do UKIP elegeram Paul Nuttal como o terceiro líder do partido durante o ano de 2016.

O eurodeputado venceu a eleição com 62.6% sobre Suzanne Evans e John-Rees Evans. Nuttal prometeu que vai lutar por uma saída total do Reino Unida da União Europeia. No entanto, a medida mais mediática anunciada está relacionada com a ideologia. O novo líder pretende que o UKIP seja “a verdadeira voz da classe dos trabalhadores, substituindo o Partido Trabalhista nas questões da imigração, criminalidade, defesa e assistência internacional”.

Os restantes candidatos obtiveram margens irrelevantes. Suzanne Evans ficou com 19.3% e John Rees-Evans alcançou 18.1%.

O partido elegeu o terceiro líder em 2016, já que, Nigel Farage demitiu-se após o referendo britânico. Em Setembro, Diane James foi escolhida para substituir o antigo líder, mas demitiu-se após 18 dias no cargo. Após um ano conturbado, o partido deposita em Paul Nuttall confiança no futuro.

França. Candidatos da direita divergem sobre o papel da União Europeia, mas pretendem o mesmo futuro para a Síria

Os dois candidatos da direita que vão ser submetidos a escrutínio no próximo domingo realizaram o último debate televisivo. Alain Juppé e François Fillon divulgaram algumas propostas para serem implementadas caso vençam as eleições presidenciais em 2017.

François Fillon admitiu que tem um projecto mais radical devido às mudanças profundas durante os primeiros três meses do mandato. O candidato pretende cortar meio milhão de empregos na administração pública. Alain Juppé também tem a mesma intenção, embora considere que seja necessário liberalizar o horário de trabalho.

Os temas europeus e internacionais fizeram parte do confronto, sendo que, existe diferença  entre os dois na forma como a União Europeia deve actuar, mas concordância relativamente ao papel que a França tem de ter no futuro da Síria. Alain Juppé considera que a União Europeia será “uma potência mundial”. Por seu lado, Fillon entende que a soberania dos Estados-Membros deve ser respeitada. Os dois garantem que o problema da Síria só se resolve com cooperação internacional e sem a presença de Bashar al-Assad no poder.

Áustria. Norbert Hofer impõe duas condições para evitar um referendo sobre a manutenção na União Europeia

O candidato presidencial admite a realização de um referendo sobre a manutenção da Áustria na União Europeia no caso de se verificarem duas situações nos próximos anos. A primeira condição imposta por Norbert Hofer é o fim das negociações para a entrada da Turquia na União Europeia. O segundo aspecto que pode levar o candidato do Partido da Liberdade a tomar o mesmo passo do Reino Unido está relacionado com a reacção dos dirigentes europeus ao referendo britânico. Hofer tem receio que o poder fique centralizado demasiado em Bruxelas, diminuindo a importância dos parlamentos nacionais.

Os avisos do concorrente nas eleições do próximo dia 4 de Dezembro, não significam que Hofer represente o descontentamento relativamente às instituições europeias no país, embora tenha dito que o islão não faz parte dos valores austríacos.

A eleição da próxima semana é o culminar de um longo processo eleitoral que durou o ano inteiro porque a justiça confirmou a existência de irregularidades no primeiro acto eleitoral que deu a vitória ao candidato dos Verdes, Alexander Van der Bellen.

Colômbia. Novo acordo com as FARC será submetido apenas ao Congresso

O governo colombiano anunciou que vai estabelecer um novo acordo com as FARC após o primeiro ter sido rejeitado pela população em referendo.

O novo documento não será submetido ao escrutínio da população por vontade do executivo, mas tem de ser aprovado no Congresso. As duas partes chegaram a acordo para alterarem 50 medidas. A oposição liderada pelo antigo Presidente Álvaro Uribe considera que as mudanças continuam a não satisfazer os interesses da população colombiana. Uribe pretende reunir-se com o líder das FARC para transmitir algumas preocupações das pessoas.

O Presidente Juan Manuel do Santos compreende as dúvidas colocadas por vários sectores, mas acredita que se tratou de um acordo para acalmar a instabilidade no país.

Estados Unidos. Trump coloca o Obamacare e a construção do muro fora das primeiras prioridades

O novo Presidente dos Estados Unidos anunciou que vai romper o acordo de comércio celebrado em Fevereiro entre 12 países do Pacífico.

Numa mensagem, o Chefe do Estado garantiu que será uma das primeiras medidas tomadas após a tomada de posse marcada para o dia 20 de Janeiro. O acordo previa colaboração nas áreas do comércio, ambiente, direitos de autor e outras situações. O primeiro-ministro do Japão e da Malásia condenaram a opção tomada por Donald Trump.

Nos primeiros dias também serão adoptadas outras promessas eleitorais, como um maior combate aos ciber-ataques, impedir os abusos relacionados com a concessão de vistos e medidas para controlar quem pretende deixar o sector público para trabalhar nas empresas privadas.

Na declaração, o Presidente eleito não fez referência à substituição do Obamacare, à construção de um muro na fronteira com o México nem sequer menção aos problemas da imigração, sendo que, ainda falta conhecer quem será o próximo secretário de Estado norte-americano.

França. Alain Juppé ou François Fillon serão adversários de Marine Le Pen nas próximas presidenciais

O mau resultado nas primárias levou ao abandono da corrida do antigo presidente Nicolas Sarkozy em tentar nova eleição para o Eliseu no próximo ano. O ex-chefe do Estado também anunciou que vai abandonar a política para se dedicar mais à vida privada, tendo apoiado François Fillon na eleição final para decidir qual será o candidato da direita.

O antigo primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy obteve 44% na primeira volta e tem a concorrência de Alain Juppé. A eleição decorre no próximo domingo, sendo que, as sondagens garantem que o candidato desta área política tem condições para vencer a segunda volta das presidenciais.

Em queda está o Partido Socialista do actual presidente François Hollande que deverá ficar em terceiro lugar na primeira volta que se realiza em Abril, pelo que, François Fillon ou Alain Juppé terão de defrontar Marine Le Pen em Maio.

NATO não vai interferir na insegurança no Golfo da Guiné

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As conclusões da última Cimeira da NATO realizada em Julho estiveram a ser debatidas num colóquio organizado pela Universidade Lusíada de Lisboa. Os principais pontos de discussão foram a segurança energética e marítima, bem como a presença da organização atlântica no flanco sul.

No plano da segurança energética destaque para a intervenção do professor da Universidade Lusíada de Lisboa, José Francisco Pavia, relativamente à contribuição que Portugal pode dar para os países europeus estarem cada vez menos dependentes do gás natural proveniente da Rússia. O docente entende que a Península Ibérica “serviria como uma plataforma logística de distribuição do gás natural para a Europa que chega dos Estados Unidos“, tendo explicado que está a ser “desenvolvido um projecto financiado pela União Europeia nos Pirenéus para ligar os gasodutos da Península Ibérica ao resto da Europa“.

Apesar dos esforços para diminuir a dependência de alguns países relativamente à Rússia, em particular da Finlândia, Letónia, Estónia e Lituânia, os responsáveis da organização internacional dizem que as políticas energéticas de cada país limitam a actuação da NATO, sendo que, o futuro passa por desenvolver ligações com o sector privado.

A segurança marítima também esteve em destaque na conferência em Lisboa e na Cimeira de Varsóvia. Na reunião realizada na capital da Polónia, a NATO identificou o Médio-Oriente e o norte de África como zonas de instabilidade, acrescentando o terrorismo e os ciber-ataques como as ameaças mais perigosas.

A questão da segurança marítima no Golfo da Guiné voltou a ser debatida porque na Cimeira de Varsóvia a NATO garantiu que não vai enviar uma missão para a zona, já que, existem várias iniciativas internacionais para terminar com os actos de pirataria identificados na conferência.

A organização transatlântica chegou a quatro conclusões relativamente ao tema. O conselheiro político do Comando Marítimo da NATO, James Bergeron, revelou que os principais objectivos são “garantir a resposta em tempo útil, estabelecer mais tropas nos países bálticos, aumentar a actividade marítima e colocar a NATO numa missão de dissuasão“.

A conferência ficou marcada por algumas explicações relativamente às relações entre a NATO e o Brasil, bem como as divergências entre norte-americanos e turcos na disputa do território sírio após a derrota do Estado Islâmico.

Brasil. População está disposta a ser governada pelos militares

A substituição de Dilma Rousseff por Michel Temer não calou a revolta da população brasileira. As manifestações voltaram às principais cidades brasileiras, nomeadamente na capital Brasília e no Rio de Janeiro.

Na capital os protestantes conseguiram chegar ao edifício do Congresso, mesmo perante a intervenção da polícia que demorou três horas a terminar com a confusão.

A mensagem dos manifestantes continua a ser a luta contra a corrupção, sendo que, a solução apresentada para resolver o problema passa pelo regresso a uma ditadura militar. A maioria dos presentes pediu a presença dos generais na casa da democracia brasileira.

Os militares tomaram conta do país entre 1964 e 1985.

Síria. Bashar al-Assad abre a porta do diálogo a Donald Trump

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, mostrou disponibilidade para dialogar com o novo Presidente dos Estados Unidos. O principal motivo para a existência de uma aliança entre Estados Unidos e a Síria é o combate ao terrorismo que ainda não está concluído, incluindo outros países como a Rússia e o Irão.

O líder sírio teceu alguns comentários sobre a dificuldade do novo chefe de Estado norte-americano de Trump em dominar os interesses instalados em Washington bem como os meios de comunicação social norte-americanos.

Numa entrevista ao Wall Street Journal, Donald Trump, revelou que o mais importante passa por acabar com a influência do Estado Islâmico na região.

Reino Unido. Documento revela preocupação e divisões no governo por causa do artigo 50º

Um documento que já chegou às mãos da comunicação social britânico sobre o Brexit está a causar preocupação junto do governo liderado por Theresa May devido aos conteúdos sobre a acção executiva após a invocação do famoso artigo 50º.

A primeira-ministra não tem dado importância ao memorando por se tratar de um trabalho realizado por um consultora que não está a colaborar com o governo no assunto, apesar de ter estado presente noutras ocasiões.

O documento revela indecisões por parte do chefe do governo sobre o caminho que deve ser tomado, bem como divisões no executivo entre o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Jonhson e o responsável por garantir as condições do Brexit, David Davies. De acordo com o texto escrito no memorando, cada ministério desenvolveu um plano diferente relativamente ao impacto da saída do Reino Unido da União Europeia.

A oposição reage com desconfiança, embora sem mudar a posição relativamente ao resultado do último referendo.