Equador. Presidenciais em Abril serão disputadas entre Lenin Moreno e Guillermo Lasso

A segunda volta das eleições presidenciais no Equador realiza-se no dia 2 de Abril entre Lenin Moreno e Guillermo Lasso.

As eleições realizaram-se no domingo, mas só agora a comissão eleitoral anunciou os resultados. Lenin Moreno venceu, mas não alcançou a percentagem necessária para impedir a segunda volta. Moreno ficou com 39.3%. O candidato Guillermo Lasso tem mais um mês para convencer os eleitores que é capaz de fazer melhor que 28% alcançado na primeira volta.

Os dois concorrentes prometem melhores condições de trabalho para os equatorianos, sendo que, Lasso pretende trazer mais investimento estrangeiro.

Austrália. Turnbull e Netanyahu juntos na condenação às novas directivas das Nações Unidas

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ficou satisfeito pelo homólogo australiano ter defendido Israel depois das Nações Unidas terem aprovado resolução contra a construção de colonatos.

A primeira visita de um líder israelita em solo australiano também serviu para criticar as últimas posições da entidade internacional. Netanyahu agradeceu o apoio demonstrado por Turnbull num artigo escrito no principal jornal australiano.

O líder australiano considera que alguns paises pretendem culpar unicamente Israel pela duração do conflito com a Palestina.

A questão no Médio-Oriente dominou o encontro, mas também houve espaço para discutir a segurança e inovação tecnológica, bem como a ciência.

Reino Unido. Câmara dos Lordes também exige respeito pelos resultados do referendo

Os partidos representados na Câmara dos Lordes também estão em sintonia com os deputados da Câmara dos Comuns relativamente à invocação do Artigo 50º do Tratado de Lisboa.

A oposição considera que a decisão dos britânicos em Junho de 2016 deve ser respeitada. No entanto, cada força partidária fez alguns avisos ao governo liderado por Theresa May. Os trabalhistas continuam a apoiar o executivo, mas garantem que não vão passar um cheque em branco.

O UKIP também apoia o governo, embora pretende que a saída seja consumada em menos de dois anos.

Os Liberais-Democratas são os únicos que exigem a mudança da lei e uma nova votação na Câmara dos Comuns.

Reino Unido. Demissões no UKIP testam liderança de Paul Nuttal

Os comentários de Paul Nuttal à tragédia de Hillsborough Park em 1989 provocaram duas demissões importantes no UKIP. O lider do partido escreveu nas redes sociais que estava farto das notícias sobre a tragédia que vitimou vários adeptos do Liverpool.

Os responsáveis do partido na região de Merseyside e de Liverpool não gostaram da falta de sensibilidade de Nuttal, pelo que, apresentaram a demissão.

No comunicado, Stuart Monkham e Adam Heatherington entenderam que deviam respeitar as vítimas do acidente, mesmo que se aproximem actos eleitorais.

As consequências das demissões podem ter efeito na eleição intercalar em Stoke, cujo candidato pelo UKIP é Paul Nuttal.

Ásia. Jacarta elege governador em Abril num ambiente de tensão política e social

A eleição para o cargo de governador de Jacarta será resolvida na segunda volta, já que, nenhum dos candidatos conseguiu alcançar 50% dos votos na primeira votação.

Os resultados finais só deverão ficar conhecidos no final de Fevereiro, mas os primeiros números já estão a ser divulgados pelas autoridades. No primeiro lugar ficou Basuki Tjahaja Punama com 43%. No segundo está Anies Rasyid Baswedan com 40%.

Por fim, Agus Harimurti Yudhoyono conquistou 17%.

Os concorrentes representam várias religiões. Punama é apoiado pelos cristãos, enquanto os adversário são muçulmanos, embora Baswedan seja conservador.

A vantagem de Punama também se deve ao apoio presidencial. Punama tentou combater a corrupção, além de melhorar a saúde e educação, mas teve de ser julgado em Dezembro por proferir palavras insultuosas contra o Corão. Neste momento, o concorrente aguarda a decisão do poder judicial.

O segundo escrutínio terá lugar no dia 19 de Abril.

União Europeia. Parlamento Europeu aprova acordo comercial com Canadá

O parlamento europeu aprovou o acordo comercial celebrado entre a União Europeia e o Canadá. O CETA recebeu o voto favorável de 408 eurodeputados contra 254, sendo que 33 optaram por se absterem.

A votação foi acompanhada por centenas de manifestações no exterior do edifício do parlamento europeu.

A principal consequência das negociações é o fim das tarifas entre os dois parceiros.

O passo dado pela União Europeia acontece numa altura em que o presidente dos Estados Unidos pretende renegociar o NAFTA com o Canadá e o México. O primeiro-ministro, Justin Trudeau, vai falar no parlamento europeu depois do primeiro encontro com Donald Trump.

 

Reino Unido. Petição para impedir Donald Trump de visitar o país ainda será debatida no parlamento

O governo britânico rejeitou duas petições relacionadas com a visita de Donald Trump ao Reino Unido. O conteúdo dos documentos são diferentes, já que, uma pretende impedir o líder norte-americano de visitar o país, enquanto a outra pretende que a viagem se concretize.

A petição contra a visita obteve 1,8 milhões de assinatura e a favorável ficou com 309 mil.

O executivo assegura que faz parte da estratégia manter uma boa relação com os Estados Unidos por razões económicas e comerciais, pelo que, a visita será realizada, embora ainda não haja data. O secretário da Defesa, Michael Fallon, realça a importância de se aceitarem os resultados democráticos.

A rejeição do governo não significa que o processo tenha morrido porque no dia 20 as duas petições serão debatidas no parlamento.

Reino Unido. John Bercow enfrenta moção de confiança depois de revelar voto no referendo

A confissão de John Bercow sobre o voto a favor da manutenção do Reino Unido na União Europeia causou problemas ao Speaker da Câmara dos Comuns.

A reacção dos deputados não se fez esperar, já que, o conservador James Duddridge intentou uma moção de confiança por Bercow ter utilizado o cargo que ocupa para se opôr ao Brexit.

O deputado entende que o parlamento tem de ter um Speaker mais impartial, pelo que, as únicas opções são a demissão ou a votação de uma moção, cujo apoio tem sido recolhido em todos os partidos, apesar do Partido Trabalhista acusar os conservadores de quererem livrar-se de Bercow.

Após a visita de Theresa May aos Estados Unidos, John Bercow revelou que não iria aceitar a presença de Donald Trump no parlamento inglês.

Reino Unido. Brexit ocupa topo da agenda da política interna até às próximas eleições gerais

O governo britânico tornou público um documento que revela as principais orientações nas negociações com a União Europeia. Nesta semana, a legislação que permite invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa foi aprovada na Câmara dos Comuns. No entanto, o parlamento escocês votou uma resolução contra as medidas adoptadas em Westminster.

Os partidos políticos britânicos assumiram diversas posições antes, durante e após o referendo do ano passado. As mudanças de lideranças nos conservadores e no UKIP foram as primeiras consequências do resultado em Junho, sendo que, os trabalhistas também realizaram eleições internas, embora Jeremy Corbyn se tenha mantido à frente do partido.

As decisões tomadas no âmbito do início das negociações entre o Reino Unido e a União Europeia também terão implicações na política interna nos próximos anos porque todas as forças partidárias pretendem manter o tema no topo da agenda.

O resultado alcançado pelo executivo pode manter os conservadores no governo após 2020 e acalmar os membros mais eurocépticos do partido. O professor da Universidade do Exeter, Richard Toye, considera que “o sossego pode não ser permanente, mas por enquanto está tudo a correr bem“. O docente não acredita que o acordo entre nas contas das próximas eleições porque “os efeitos do Brexit só se devem sentir após 2020”. 

Uma vitória governamental será sempre prejudicial para a oposição, em particular para o líder contestado dos trabalhistas. Jeremy Corbyn está numa situação em que não pode contrariar a vontade da população nem apoiar as medidas dos conservadores. A receita dada por Richard Toye para Corbyn lidar com a situação sem irritar a bancada trabalhista passa por “falar sobre outros temas”.

Os pequenos partidos também devem aproveitar o momento político para conquistar o eleitorado. O UKIP continua vivo, apesar do governo adoptar praticamente as reivindicações que mantiveram Nigel Farage muito tempo na liderança do partido. Os britânicos que votaram pela manutenção do Reino Unido na União Europeia vão contar com o Partido Nacional Escocês e os Liberais-Democratas. Os escoceses vão colocar o segundo referendo sobre a independência na agenda. Por seu lado, os liberais já estão no terreno, embora seja “necessário duplicar o número de lugares no parlamento para fazerem a diferença”.

Reino Unido. Voto contra do parlamento escocês abre a porta de mais um referendo sobre a independência

O parlamento escocês aprovou uma moção que condena a invocação do Artigo 50 do Tratado de Lisboa pela Câmara dos Comuns para iniciar o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

A maioria dos deputados escoceses acredita que o melhor para a Escócia é a permanência do Reino Unido no clube europeu. No último referendo a população também expressou vontade em ficar na União Europeia.

A moção contou com 90 votos favoráveis dos deputados do Partido Nacional Escocês, Verdes, Liberais-Democratas e a maioria dos deputados trabalhistas, . Os conservadores e três deputados do Partido Trabalhista Escocês representaram 34 votos contra.

A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, garante que terá em conta o resultado da votação, apesar de se tratar de um acto simbólico, já que, o Supremo Tribunal afirmou que não seria necessário uma autorização do parlamento para o governo do Reino Unido accionar o artigo 50.