Estados Unidos. Trump mais perto de Clinton nas sondagens após primeiro debate

O primeiro debate televisivo favoreceu a candidatura de Donald Trump que ganhou um novo impulso nas sondagens.

Os estudos de opinião sobre as eleições gerais colocam Trump e Clinton lado a lado com 46%, embora na sondagem da Bloomberg o empresário tenha dois pontos de vantagem.

De acordo com a pesquisa realizada pela CNN, o empate também se verifica nos Estados do Colorado e na Pensilvânia.No Colorado, Trump vence com 42% e Clinton tem 41%. Na Pensilvânia, a antiga primeira-dama regista 45% contra 44% do empresário.

Os estudos englobam os quatro candidatos à Casa Branca. Os dois nomeados pelos democratas e republicanos, bem como o libertário Gary Johnson e a candidata dos Verdes, Jill Stein.

Reino Unido. Jeremy Corbyn reeleito líder dos trabalhistas

O líder do Partido Trabalhista foi reeleito pelos membros, sindicatos e militantes que se registaram. Jeremy Corbyn venceu com 61.8% contra 38.2% de Owen Smith. O deputado ficou bastante longe do líder.

No discurso proferido na conferência do partido em Liverpool, Corbyn apelou à união entre todas as facções, relembrando que “temos mais pontos em comum do que divisões”, tendo acrescentado que os trabalhistas podem “vencer as próximas eleições legislativas”.

A vitória confirma que Corbyn tem enorme popularidade junto dos membros do partido no país e ao mesmo tempo significa a segunda vitória sobre o establishment.

Taiwan mostra vontade em participar na regulação do espaço aéreo internacional

O governo de Taiwan pretende ser uma voz activa nas reuniões da Organização Internacional da Aviação Civil em termos profissionais e de forma construtiva. O objectivo de Taiwan passa por partilhar responsabilidades na segurança aérea na região, mas também com o resto do Mundo.

A vontade de participar na próxima edição da Assembleia da Organização Internacional de Aviação Civil está relacionada com o crescimento do espaço aéreo que abrange 180 mil milhas náuticas, partilhando fronteira aérea com Fukuoka, Manila, Hong Kong e Xangai. No último ano, aumentou o número de voos que sobrevoaram a ilha, bem como os passageiros que entraram e saíram do país por via aérea.

O espaço aéreo do país é controlado pela Autoridade de Aviação Civil, mas Taiwan continua a não ter acesso a informação privilegiada relacionada com legislação, segurança, organização e protecção ambiental. A participação na Assembleia será fundamental para cumprir com as obrigações internacionais, e estabelecer cooperação com os restantes países.

Reino Unido abandona clube europeu antes das eleições europeias de 2019

O processo de saída do Reino Unido da União Europeia deverá ficar concluído antes das eleições europeias de 2019. O professor da London School of Economics, Tim Oliver, disse ao “The Democrat”, que “o momento oficial da separação pode acontecer antes das eleições para o Parlamento Europeu em 2019“, embora as negociações para alcançar um acordo final demorem algum tempo por causa do calendário político e da forma como o Reino Unido vai continuar ligado à União Europeia.

O governo britânico tem que se preocupar com as pressões internas, sobretudo dos conservadores eurocépticos, mas também acompanhar o processo eleitoral na Alemanha e França no próximo ano. Tim Oliver considera que “Theresa May não pode esperar muito tempo para iniciar as negociações porque se adiar vai ter que lidar com a pressa de alguns membros do partido“. O docente acredita que Theresa May só “aguenta a pressão até ao primeiro aniversário do referendo“. Ou seja, a partir de dia 23 de Junho de 2017 a chefe do governo tem de tomar decisões importantes, embora já se tenham iniciado as primeiras conversas informais.

As relações entre o Reino Unido e a União Europeia após a formalização da saída tem de estar na agenda política. A nova líder do UKIP, Diane James, exigiu que o país não seja um membro associado da União Europeia, nem sequer permite o “Brexit light”. Nalguns aspectos o Reino Unido continua a manter bons entendimentos com Bruxelas, como é o caso da “segurança, defesa, questões ambientais e nas relações internacionais“. No plano económico será complicado aceder ao mercado único devido aos problemas relacionados com a livre circulação. Neste aspecto, Tim Oliver entende que “haverá alguma separação” entre os dois blocos. No entanto, o docente alerta para não se criarem “falsas dicotomias” relativamente ao papel que o Reino Unido continua a ter na União Europeia e vice-versa.

Estados Unidos. Trump e Clinton jogam últimas cartadas nos swing-states

A campanha eleitoral para as eleições gerais norte-americanas vai durar apenas um mês e meio. Neste momento, os candidatos jogam os últimos trunfos sabendo que as sondagens continuam equilibradas. No entanto, o que fará a diferença são os votos eleitorais que cada candidato conquista nos 50 Estados norte-americanos. Nuno Gouveia considera que se trata da “campanha mais renhida dos últimos anos“, sendo que ainda faltam os “debates para criar dinâmica”.

As eleições gerais costumam ser decididas pelos denominados swing-states. Ou seja, os Estados cuja população vota maioritariamente em diferentes partidos em cada eleição.. Os Estados da Florida, Ohio, Virgínia, Colorado, Iowa, Nevada, Maine e New Hampshire são tradicionalmente decisivos na eleição do presidente norte-americano. No entanto, o especialista português aponta novas localidades que também entram nas contas devido ao equilíbrio das últimas sondagens, como são o caso do Michigan e da Geórgia.

Os candidatos já não têm novidades a apresentar neste mês, pelo que, a campanha será na mesma linha do que sucedeu nos últimos meses. Nuno Gouveia considera que “Hillary vai tentar solidificar o voto nas minorias, mulheres e jovens, embora necessite de atacar Trump para conquistar os independentes“. O empresário está concentrado no “eleitorado independente e recuperar alguns votos nas minorias“. O autor do blogue “Era uma vez na América” não acredita que apareçam surpresas até ao dia 8 de Novembro, mas não descarta o “surgimento de episódios que influenciem o rumo da campanha“.

Reino Unido. Owen Smith vai continuar a fazer barulho mesmo perdendo as eleições

O candidato à liderança do Partido Trabalhista, Owen Smith, promete continuar a fazer oposição a Jeremy Corbyn se perder as eleições no próximo sábado.

Numa entrevista, Smith disse que a vitória de Corbyn significa um mau dia porque o partido vai ficar dividido. O candidato recusa fazer parte do governo sombra, optando por defender os interesses dos trabalhistas no parlamento.

As regras que determinam a eleição dos candidatos à liderança tem sido criticada por elementos da lista de Corbyn. Caso o líder consiga efectuar alterações, os membros do partido podem ganhar mais poder dentro do establishment.

Reino Unido. Corbyn disponível para construir pontes com deputados que criticam a liderança

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, garante que pretende construir pontes com os deputados se vencer as eleições internas no próximo sábado.

A maior parte dos deputados não concorda com as posições assumidas por Corbyn ao longo do último ano, pelo que, decidiram apoiar a candidatura de Owen Smith. O líder disse que “não têm de concordar com tudo o que faz, mas é necessário união na mesma direcção”, mostrando confiança que consegue devolver o poder aos trabalhistas.

A luta pela liderança tem revelado divisões entre as várias facções do partido. O antigo líder, Neil Kinnock, acredita que dificilmente o Partido Trabalhista vai voltar ao poder se Corbyn continuar. Por outro lado, o líder do sindicato Unite, Leon McCluskey, condena o comportamento demonstrado por alguns deputados.

A mesma União Europeia de sempre

O discurso de Jean-Claude Juncker sobre o estado da União Europeia não galvanizou a maioria dos eurodeputados. O presidente da Comissão Europeia continua a pedir mais Europa, mas sem resolver os problemas dos cidadãos como o desemprego, as desigualdades e a coesão. Os líderes europeus continuam a bater na mesma tecla.

A reunião informal dos chefes de governo e de Estado dos 27 Estados-Membros decorreu em Bratislava para discutir os problemas da união. O evento não contou com a presença do Reino Unido porque um dos assuntos em cima da mesa eram as consequências e causas do Brexit. No entanto, nada foi concluído, tendo sido marcadas mais reuniões que culminarão com uma cimeira em Roma no próximo ano, na altura em que se festejam 60 anos do Tratado assinado na capital italiana. As expectativas acabam sempre sair frustradas após cada encontro..

O Brexit também tem sido o tema principal nas campanhas eleitorais em alguns partidos britânicos. O UKIP escolheu Diane James para substituir Nigel Farage. A nova liderança já prometeu que só aceita a total independência do país face à União Europeia. O Partido Trabalhista também vai a votos no próximo dia 24. Se Owen Smith vencer, a realização de um segundo referendo vai voltar à agenda.

Nos Estados Unidos a aproximação de Donald Trump a Hillary Clinton motiva notícias em todos os órgãos de comunicação social.

Reino Unido. Diane James é a nova líder do UKIP

O United Kingdom Independence Party (UKIP) escolheu a eurodeputada Diane James para suceder a Nigel Farage na liderança do partido. O anúncio foi feito durante a conferência do partido que se realizou em Bournemouth.

A nova liderança tem várias missões pela frente, a nível interno e externo. O principal objectivo será assegurar o cumprimento da saída do Reino Unido da União Europeia pelo governo britânico. No entanto, nesta eleição foram visíveis vários problemas dentro do partido, como a falta de unidade e as deserções para outras forças políticas, como os conservadores e os trabalhistas.

No discurso, a eurodeputada disse que o UKIP é o “movimento que vai provocar mudanças políticas no Reino Unido, tornando-se numa máquina vencedora”.

União Europeia. Eleições na Alemanha condicionam início das conversações com o Reino Unido

As conversações entre o Reino Unido e a União Europeia deverão começar apenas dentro de um ano. O antigo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse à BBC que o início do processo de saída só têm início após as eleições na Alemanha que estão marcadas para Setembro de 2017.

Van Rompuy considerou que o Brexit foi “uma amputação política”, tendo dito que cabe ao Reino Unido dar o primeiro passo para a saída.

O calendário beneficia a primeira-ministra Theresa May, que afirmou várias vezes não invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa antes de 2017.

O dirigente belga teceu críticas ao antigo primeiro-ministro David Cameron e acredita que o resultado do referendo fez com que os britânicos ficassem sem muitos amigos.