Reino Unido. Jeremy Corbyn rejeita coligação pós-eleitoral com os nacionalistas escoceses

O líder dos trabalhistas rejeitou realizar um acordo pós-eleitoral com o Partido Nacional Escocês. Jeremy Corbyn entende que os nacionalistas não são progressistas, criticando a as posturas distintas em Westminster e na governação da Escócia.

As recentes tentativas do Partido Nacional Escocês de efectuar o segundo referendo à independência na região também estão na base das recusas por parte do líder trabalhista em Inglaterra e da responsável na Escócia. Os dois dirigentes consideram que  a força liderada por Nicola Sturgeon pretende dividir o Reino Unido em duas partes.

A primeira-ministra garante que, na próxima eleição, a disputa vai ser entre a forte liderança dos conservadores ou um governo trabalhista suportado pelos pequenos partidos.

Reino Unido. Futuro do Partido Trabalhista em jogo nas próximas eleições

A decisão de Theresa May de convocar eleições antecipadas coloca novos desafios a todos os partidos com assento parlamentar em Westminster. Os líderes políticos não tiveram medo de ir a jogo e aceitaram a data proposta pela primeira-ministra.

O novo acto eleitoral será decisivo para algumas lideranças caso os conservadores reforcem o número de deputados na Câmara dos Comuns. O professor da Universidade de Londres, Simon Griffiths, considera que “se trata de um bom momento para os conservadores aumentarem a maioria parlamentar antes das negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia se tornarem mais complicadas”.

O líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, tem de ganhar para continuar no cargo e terminar com as várias tentativas de destituição da liderança por parte de alguns sectores do partido. O docente britânico não consegue “imaginar Corbyn na liderança se obter um mau resultado”. O problema do Partido Trabalhista pode não ser apenas a continuidade do actual líder porque existem diferentes sensibilidades politicas. A vitória dos conservadores no dia 8 de Junho significa a terceira derrota eleitoral desde 2010. O futuro do partido também se vai decidir nas próximas eleições. O professor da Universidade de Londres prevê três cenários se os trabalhistas voltarem a perder. No primeiro, os trabalhistas “iniciam uma recuperação lenta com um líder moderado”. Em segundo lugar, o “partido pode dividir-se em duas partes”. Por fim, a importância pode “continuar a ser marginal devido ao domínio dos conservadores nos próximos anos”. 

Os dois principais partidos apoiaram a manutenção do Reino Unido na União Europeia, mas agora defendem soluções diferentes objectivos no acordo final. Os conservadores pretendem conquistar a confiança do eleitorado britânico para “liderarem as negociações com a União Europeia”, enquanto os trabalhistas lutam por melhores condições na saúde, segurança social e na educação.

As actuais posições favoráveis ao Brexit dos conservadores e trabalhistas podem favorecer as forças políticas que se mantiveram ao lado da manutenção do Reino Unido na União Europeia depois do referendo do ano passado. Os Liberais-Democratas serão beneficiados “nalgumas zonas que votaram contra o Brexit”. Por seu lado, o Partido Nacional Escocês mantém o domínio na região. A maior incógnita é o UKIP porque na campanha eleitoral tem de defender o Brexit, mas não pode aplaudir as opções dos conservadores ou dos trabalhistas. Simon Griffiths questiona se o partido liderado por Paul Nuttal “consegue sobreviver no longo prazo”.

A política britânica regista mais um momento de instabilidade. Os acontecimentos dos últimos anos trouxeram novas figuras, mas também a saída de alguns actores importantes devido aos maus resultados eleitorais. Desde as eleições em 2015 que se verificaram várias mudanças nos partidos. O docente britânico explica que “desapareceram os pressupostos tradicionais sobre a forma como funciona a política”.

Ásia. China pretende península coreana sem armas nucleares

A China continua preocupada com a confirmação do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano sobre o aumento da actividade nuclear.

O porta-voz do responsável pela diplomacia chinesa garantiu que a única maneira de garantir a paz e a estabilidade na península da Coreia passa por impedir qualquer dos países de utilizar armas nucleares.

As últimas ameaças provenientes do regime de Pyongyang não são responsáveis pela reacção chinesa, já que, o clima de tensão tem sido notório ao longo dos anos.

Reino Unido. Theresa May propõe antecipação das legislativas para dia 8 de Junho

A primeira-ministra britânica, Theresa May, decidiu antecipar as eleições legislativas para dia 8 de Junho. A proposta será votada amanhã na Câmara dos Comuns pelos partidos parlamentares.

A posição de Theresa May está relacionada com a necessidade de unir o país em torno das negociações sobre a saída do Reino Unido na União Europeia. A chefe do governo entende que Westminster continua dividido sobre o rumo que o Reino Unido deve seguir nos próximos anos, acusando os partidos políticos de pensarem apenas nos interesses de cada um.

A única maneira de terminar com algumas reivindicações por parte da oposição e garantir estabilidade até ao final das conversações passa por dar oportunidade aos eleitores britânicos de escolherem o comandante do navio durante as negociações que terminam em 2019.

As intenções dos Conservadores serão apoiadas pelos trabalhistas.

Neste momento, os Conservadores lideram as sondagens com 45% das intenções de voto contra 25% dos trabalhistas. O Ukip continua à frente dos Liberais-Democratas e nas duas últimas posições estão o Partido Nacional Escocês e os Verdes.

O professor da Universidade do Exeter, Richard Toye, considera que “Theresa May pode obter uma vitória esmagadora como aconteceu em 1959 com Harold Macmillan e 1983 com Margaret Thatcher”. O docente acredita que os conservadores dificilmente perderão a maioria parlamentar devido “à força nas sondagens”.

Turquia. Erdogan conquista o direito de ficar mais 12 anos no poder

A vitória de Erdogan no referendo sobre as mudanças constitucionais não foi bem aceite por diversas instituições dentro e fora da Turquia.

A oposição derrotada no escrutínio popular criticou a falta de meios utilizados na campanha. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e o Conselho da Europa também disseram que se tratou de um acto eleitoral desigual.

O triunfo do Presidente situou-se nos 51,4% com 85% da população a se deslocar às urnas. As principais cidades turcas votaram contra as propostas de Erdogan, mas a região da Anatólian e a costa do Mar Negro decidiram o contrário.

A partir de 2019 o líder turco tem possibilidade de ficar mais dez anos no poder.

Síria. Rússia e Estados Unidos continuam sem encontrar solução para o território

O presidente Vladimir Putin admitiu que as relações entre a Rússia e os Estados Unidos piorou desde o início do mandato de Donald Trump na Casa Branca. De acordo com o Chefe de Estado, a diminuição da confiança situa-se a nível militar.

As duas potências estiveram envolvidas em nova polémica depois do ataque dos norte-americanos a bases militares na Síria como tentativa de impedir o regime de Bashar al-Assad de utilizar armas químicas contra a população. Moscovo diz que o líder sírio não tem armamento daquele tipo.

Apesar de algumas divergências na guerra civil, a Rússia e os Estados Unidos continuam empenhados na luta contra o Estado Islâmico. As declarações de Putin surgem antes do encontro entre Serguey Lavrov e Rex Tillerson.

Reino Unido. Jeremy Corbyn contraria vontade do governo britânico em bombardear a Síria

O líder do Partido Trabalhista criticou o apoio do governo britânico aos recentes ataques norte-americanos a bases militares na Síria. Jeremy Corbyn acusou Boris Johnson de encorajar futuros bombardeamentos contra o regime de Bashar al-Assad.

A presença norte-americana e russa na Síria também preocupa Corbyn. O Reino Unido não aceita a ajuda de Moscovo a Damasco, pelo que, brevemente deverá accionar um pacote de sanções. A possibilidade de se oferecer um papel importante a Putin em matéria de relações internacionais também está em aberto. No entanto, a comunidade internacional exige o fim imediato do apoio a Assad.

Reino Unido e União Europeia prometem negociações pacíficas nos próximos dois anos

A soberania de Gibraltar originou mais uma troca de palavras entre os responsáveis britânicos e europeus. Apesar da tensão, os dirigentes das duas partes prometem reduzir o clima de tensão existente durante as negociações que terminam com a saída do Reino Unido da União Europeia em 2019.

O encontro entre Theresa May e Donald Tusk serviu para trocar pontos de vista relativamente às negociações que irão começar brevemente.

Gâmbia. População escolhe novo parlamento após a destituição de Yahya Jammeh

A população desloca-se às urnas para escolher o novo parlamento. As eleições legislativas são as primeiras realizadas ao fim de 22 anos, já que, o antigo presidente Yahya Jammeh raramente solicitava a intervenção do parlamento nas decisões que tomava.

A vontade do novo Chefe do Estado, Adama Barrow, dar mais poderes à Assembleia Nacional levou várias pessoas às urnas para votarem nos 239 candidatos que concorrem aos 53 lugares disponíveis, sendo que, nestas eleições nenhum deputado será apontado pelo Presidente.

Os partidos que formaram uma coligação de apoio a Adama Barrow nas presidenciais não concorrem juntos nas legislativas, apoiando diferentes candidatos em cada colégio eleitoral.

Sérvia. Vucic promete criar condições para aderir à União Europeia

O primeiro-ministro da Sérvia, Aleksandar Vucic, ganhou as eleições presidenciais com uma margem considerável sobre os dois concorrentes.

O chefe do governo conquistou 55%, contra 16% de Sasa Jankovic e 9% de Luka Maksimovic. Os adversários não conseguiram alcançar 30%.

O partido de Vucic chegou ao poder absoluto na Sérvia porque também controla o parlamento. O principal objectivo do novo Chefe do Estado é criar condições para o país entrar na União Europeia. Os responsáveis europeus acreditam que não serão cometidos excessos constitucionais, apesar de alguns relatos sobre o controlo dos meios de comunicação social e intimidar os eleitores.