Espanha. Socialistas mantêm Pedro Sánchez na liderança

Os militantes do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) mantiveram a confiança em Pedro Sánchez no exercício das funções de secretário-geral.

Nas primárias os socialistas deram mais uma oportunidade a Sánchez para continuar a oposição ao governo liderado por Mariano Rajoy. O actual líder pediu a demissão na sequência da aprovação do programa de governo do Partido Popular no final do ano passado por alguns deputados socialistas.

O triunfo de Sánchez foi contundente, já que, conquistou todas as autonomias, menos na Andaluzia e no País Basco. O líder obteve 74% contra 59% de Susana Díaz e 14% de Patxi López.

O vencedor garante que o PSOE vai continuar a ser o único partido de esquerda em Espanha.

Reino Unido. Theresa May e Jeremy Corbyn ausentes do único debate televisivo

O único debate televisivo realizado entre os líderes dos partidos não contou com a presença de Theresa May e Jeremy Corbyn. Os restantes líderes aproveitaram a ausência dos conservadores e trabalhistas para conquistarem mais votos nas próximas eleições legislativas.

A saída do Reino Unido da União Europeia dominou o debate, sendo que, apenas o UKIP mostrou satisfação pela escolha da população britânica no referendo realizado em Junho de 2016. A líder do Partido Nacional Escocês, Nicola Sturgeon, entende que Paul Nuttal é o porta-voz dos conservadores na defesa do Brexit.

Os Liberais-Democratas receiam que a vitória de Theresa May tenha as mesmas proporções dos sucessos alcançados por Margaret Thatcher, enquanto os nacionalistas escoceses voltaram a ameaçar realizar mais um referendo sobre a independência da Escócia.

Os problemas do País de Gales estiveram em cima da mesa pela mão da líder do Plaid Cymru. Leanne Wood criticou o governo britânico por dar mais atenção a Gibraltar do que aos galeses.

Taiwan. Governo tenta marcar presença na Assembleia da Organização Mundial de Saúde

Nas últimas semanas, o governo de Taiwan tem demonstrado junto da Organização Mundial de Saúde enorme descontentamento por não participar como observador na próximo Assembleia que decorre entre os dias 22 e 31 de Maio.

Nos últimos dias, o executivo tem feito alguma pressão para participar na reunião que se realiza na capital da Suíça na próxima semana. Os responsáveis da entidade de saúde justificam os desentendimentos entre Taiwan e China como razão suficiente para não endereçar um convite, embora permitam a presença nas reuniões técnicas.

Os esforços diplomáticos de Taiwan incluíram cartas para directora-geral da OMS, Margaret Chan, assegurando que as questões relacionadas com a saúde da população de 23 milhões de pessoas e a nível global estão no topo da prioridade do executivo. Os principais aliados, incluindo os Estados Unidos, também intercederam junto dos dirigentes.

 

Áustria. Fim da coligação governamental obriga à convocação de eleições antecipadas

O chanceler da Áustria, Christian Kern, vai convocar eleições antecipadas depois dos dois partidos que suportam o governo terem decidido que está na altura de terminar a aliança governamental. Os sociais-democratas e o Partido do Povo não chegaram a acordo relativamente a algumas reformas necessárias para o país.

A decisão foi anunciada nesta semana, mas a demissão do líder do Partido do Povo, Reinhold Mitterlehner, na sexta-feira, precipitou a vontade de Christian Kern.

Os dois partidos irão escolher um novo líder antes das legislativas que se realizam no Outono.

A convocação de eleições antecipadas surge numa altura em que o Partido da Liberdade continua a liderar as sondagens, mesmo tendo perdido as eleições presidenciais no final do ano passado.

A coligação entre os dois partidos deveria terminar em Setembro de 2018. Nas últimas décadas as duas forças lideram os destinos do país, governando sozinho ou em coligação.

União Europeia. Legislativas em França são decisivas para Macron conseguir ser mais do que uma promessa em Bruxelas

O resultado das presidenciais francesas terminou com os receios dos dirigentes europeus relativamente ao crescimento dos movimentos populistas. As vitórias dos candidatos pró-Europa na Áustria, Holanda e França possibilitam a manutenção do actual projecto europeu.

Apesar do triunfo eleitoral de Macron, Paulo Almeida Sande considera que “a solução ideal para a União Europeia seria o presidente ter maioria parlamentar” após as próximas eleições legislativas que se realizam em Junho. O especialista em assuntos europeus não dá importância à ideologia porque “o que interessa é o programa”, mesmo assim define o novo Chefe do Estado como “um liberal de esquerda”. Os desafios internos e externos começaram logo após a eleição, já que, o triunfo sobre os partidos tradicionais origina uma mudança no quadro político francês e europeu, mas Paulo Almeida Sande caracteriza Macron como “uma boa promessa para a Europa”.

A derrota dos movimentos populistas nos últimos actos eleitorais em alguns países europeus implica uma “travagem” na ambição de governar, embora não signifique o desaparecimento no mapa político. Os resultados também obrigam à mudança interna dos partidos tradicionais, em particular “na ligação com as pessoas”. Por outro lado, não se pode pedir o mesmo às forças populistas sob pena de “serem menos atractivos para os eleitores” que depositaram confiança nos programas políticos.

Reino Unido. União dos conservadores depende do reforço dos poderes no parlamento

Os primeiros dias da campanha eleitoral no Reino Unido mostram que os partidos têm propostas diferentes, mesmo entre os que pretendem respeitar o resultado do referendo realizado em Junho de 2016.

Os dois principais partidos começaram as acções de campanha em situações distintas. Os conservadores esperam alcançar uma maioria para liderar as negociações com a União Europeia, enquanto os trabalhistas precisam de se demarcar das propostas do governo, mas sem colocar em causa a capacidade para defender os interesses do Reino Unido. Neste aspecto, o Director do Centro de Política Britânica da Universidade de Hull, Matt Beech, explica que “os trabalhistas não defendem o controlo das fronteiras nem a redução da migração de baixa qualificação”. 

O Partido Conservador tem uma oportunidade para conquistar mais lugares no parlamento, trazendo mais estabilidade e união a uma força política que também possui alguns eurocépticos. A questão que mais preocupa os militantes passa pela capacidade de Theresa May cumprir o “Hard-Brexit”. O docente britânico considera que “se a primeira-ministra obter um bom resultado nas eleições, os conservadores vão aceitar as propostas para a saída do Reino Unido da União Europeia”. 

Reino Unido. Jeremy Corbyn tem mesmo de ir a votos se perder as legislativas

Na cerimónia de abertura da campanha trabalhista para as eleições legislativas no dia 8 de Junho, Jeremy Corbyn assegurou que não se demite mesmo em caso de derrota. A decisão anunciada publicamente pode unir ou dividir o partido durante o próximo mês, mas o professor da Universidade do Exeter, Richard Toye, considera que “não está em causa o sucesso eleitoral porque o principal objectivo de Corbyn passa por construir um movimento”. O docente também acredita que uma vitória robusta dos conservadores torna a oposição do líder trabalhista “insignificante”.

O resultado de um eventual triunfo dos conservadores também serve de teste à manutenção de Jeremy Corbyn, porque existem sempre críticas e movimentos internos após as derrotas eleitorais. Richard Toye assegura que “não existem condições para a manutenção da actual liderança, independentemente dos números da vitória dos conservadores”. 

França. Macron conta com socialistas e republicanos para controlar o parlamento

A vitória de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais francesas trouxe mais dúvidas que certezas relativamente às legislativas que se realizam dentro de um mês.

O próximo acto eleitoral vai responder às principais questões que surgiram nas horas seguintes à eleição do novo Chefe do Estado.

Os primeiros desafios de Macron estão relacionados com a maior expressão eleitoral dos partidos tradicionais, apesar dos candidatos apoiados pelos socialistas e republicanos terem tido maus resultados na primeira volta das presidenciais. O governo nomeado por Macron terá de lidar com um parlamento dotado de ideologia. O professor da Universidade de Bristol, Gino Raymond, disse ao”The Democrat” que o presidente “precisa de estabelecer acordos informais com os dois partidos”. 

A relação com as maiores forças partidárias tem de estar na agenda de Macron, mas a formação de um novo partido pode facilitar o relacionamento com o parlamento. No entanto, “a falta de experiência” dificulta a maioria absoluta necessária para exercer as funções sem prestar contas.

As presidenciais mudaram o cenário político em França devido ao bom resultado de um centrista e da extrema-direita, mas também por causa da derrota dos socialistas e republicanos. A esquerda e a direita tradicionais francesas precisam de efectuar mudanças. O docente considera que “os dois partidos têm de encontrar novas caras e um discurso diferente porque a opinião pública associa as actuais lideranças ao elitismo”. 

A Frente Nacional também vai efectuar alterações, sobretudo ao nível do “estilo”. Gino Raymond acredita que Marine Le Pen “será candidata em 2022”.

Coreia do Sul. Moon Jae-in eleito para iniciar conversações com Pyongyang

Os sul-coreanos elegeram Moon Jae-in para presidente do país nos próximos anos. O liberal venceu os concorrentes Hong Joon-pyo e Ahn Cheol-soo.

As eleições presidenciais realizaram-se num ambiente tenso depois da saída de Park Geun-hye devido a processos judiciais.

A prioridade do novo Chefe do Estado passa por estabelecer contactos diplomáticos com a Coreia do Norte, embora mantendo as sanções, além de impedir o aumento da presença militar norte-americana nalgumas bases do país. Moon tinha sido candidato contra a anterior Presidente em 2012.

Reino Unido. Tim Farron rejeita coligações pré-eleitorais

O líder dos Liberais-Democratas recusa realizar qualquer coligação antes das eleições com membros dos outros partidos

A declaração de Tim Farron surgiu depois de dois candidatos do partido pronunciarem-se a favor de alianças. Um dos defensores de uma coligação é Vince Cable, que se recandidata após ter perdido o lugar no parlamento nas eleições de 2015. O candidato entende que tem as mesmas visões que o candidato do Partido Trabalhista em Twickenham. O mesmo acontece em Ealing Central and Acton onde Jon Ball considera que o concorrente trabalhista não tem possibilidades de vencer.

As propostas foram recusadas por Tim Farron porque a única alternativa à provável vitória esmagadora dos Conservadores têm de ser apenas os Liberais-Democratas.

Nalguns círculos eleitorais, os Verdes retiraram os candidatos para impedir a eleição dos concorrentes conservadores.