Roménia. Viorica Dancila é a primeira mulher na liderança do governo

O presidente da Roménia, Klaus Iohannis nomeou Viorica Dancila como a primeira mulher na chefia de um governo.

A nomeação da antiga eurodeputada para o lugar de Mihai Tudose surge na sequência da falta de confiança política dos sociais-democratas. O líder do partido, Liviu Dragnea, não pode assumir funções por causa de um processo.

O chefe do Estado mantém em funções a mesma maioria parlamentar que venceu as últimas eleições, apesar de colocar na liderança do executivo o terceiro primeiro-ministro em sete meses.

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Nova Zelândia. Primeiras medidas do governo afectam mercado imobiliário e a educação

O governo liderado pela trabalhista Jacinda Ardern conseguiu sobreviver aos primeiros meses, mesmo sendo suportada por dois partidos, o New Zealand First e os Verdes. Os primeiros sinais mostram uma primeira-ministra empenhada na concretização das tarefas no plano interno e a nível externo já recebeu elogios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na política doméstica, o novo executivo promoveu alterações no mercado imobiliário e na educação. O professor da Universidade de Massey, Andy Asquith, explica que “houve uma proibição dos estrangeiros comprarem propriedades e as propinas universitárias tornaram-se gratuitas”. O docente acrescenta que as medidas salvaguardam os jovens com “perspectivas de acumularem dívidas depois de concluírem os estudos que impossibilite a compra de uma casa”. 

Neste momento, não existem atritos entre os responsáveis partidários. O mandato começou com união e vontade de todos contribuírem para o desenvolvimento do país. Andy Asquith garante que “os dois partidos que apoiam os trabalhistas estão calmos, embora os Verdes estejam num processo de escolha do co-líder”. As atenções também estão viradas para Winston Peters, apesar do docente considerar que “será um elemento congregador no funcionamento das duas próximas legislaturas”. 

Espanha. Investidura parlamentar dos presos e exilados impede acordo rápido entre os partidos independentistas

A situação em que se encontram Carles Puigdemont e os outros membros do antigo governo da Generalitat são os maiores entraves à constituição de uma nova aliança entre os partidos independentistas que alcançaram 70 deputados depois das recentes eleições na Catalunha. As três forças, Juntos Per Catalunya, Ezquerda Republicana e a CUP necessitam de ter em conta os problemas judiciais dos antigos representantes que também foram eleitos para o novo parlamento. A investigadora da Universidade Autónoma de Barcelona, Carol Galais Gonzaléz, entende que “o maior problema é saber se Puigdemont pode ser investido no parlamento e nomeado presidente porque não existe qualquer garantia de se manter em liberdade” , tendo acrescentado que “a detenção, como deputado ou presidente, seria um escândalo”

Em cima da mesa estão três hipóteses. Na primeira será necessário mudar a lei para o presidente ser nomeado à distância. Em segundo, arriscar ser detido caso pise território espanhol. Por fim, ser substituído por outra pessoa. A analista política entende que “os três partidos independentistas podem chegar a acordo relativamente a outra personalidade para chefiar a Generalitat, mas os membros eleitos que se encontram detidos ou exilados têm de renunciar aos mandatos para se conservar a maioria absoluta”. 

O resultado eleitoral foi positivo para os independentistas que “confirmaram o poder dentro do parlamento”, embora os partidos unionistas também podem ficar satisfeitos por “mobilizarem novos votantes”, sobretudo o Ciudadans que conquistou bastantes votos ao PP.

União Europeia. Ascensão do AfD e do FPO provam a força política e social dos movimentos populistas

Os actos eleitorais realizados em vários países europeus durante o ano passado provocaram mudanças no espectro político europeu, que deverão ter consequências no início de 2018. O novo ano começou sem governo alemão em funções e na Áustria o FPO já começou a tomar medidas impopulares. No entanto, a maior incógnita está relacionada com o resultado das eleições italianas em Março.

A investigadora do Center for Euro-Atlantic Integration and Democracy, Edit Inotai explica que os temas da economia, imigração e a defesa dos valores europeus vão dominar a atenção dos responsáveis europeus. No plano económico, “o futuro da zona euro está em causa se o Movimento 5 Estrelas vencer as legislativas italianas porque prometeram a realização de um referendo”. A nível humanitário “ainda é preciso arranjar uma solução para integrar os migrantes”. Por último, a antiga jornalista considera que será “necessário uma reacção inequívoca aos países que desafiam os valores europeus, como a Polónia e a Hungria”. 

Neste momento, as duas maiores ameaças à estabilidade do projecto europeu resultaram das escolhas dos cidadãos alemães e austríacos no final do ano passado. Os movimentos ditos populistas, como o FPO e o AfD, conseguiram bons resultados eleitorais. A actuação política de cada força não vai ser a mesma porque os austríacos estão no governo e o AfD na oposição. Edit Inotai entende que “é importante que se faça uma distinção porque será mais fácil adoptar uma agenda populista fora do executivo sem responsabilidade de cumprir as promessas eleitorais”. Por seu lado, a entrada do FPO como parceiro de coligação do governo liderado por Sebastian Kurz provocou alterações nas políticas de imigração, mas a principal questão é “saber se os dois partidos se vão controlar mutuamente”. 

 

Alemanha. Negociações para a formação do governo reforçam poder de Angela Merkel

As negociações para colocar um ponto final no impasse político que dura desde as eleições de Setembro ainda não foram encerradas pela CDU e o SPD. O líder dos sociais-democratas, Martin Schulz, abriu uma porta a Angela Merkel depois de, na campanha eleitoral, ter dito que não estava disponivel para governar com a chanceler. O papel do antigo presidente do parlamento europeu na aprovação e manutenção de um executivo liderado pela vencedora do acto eleitoral tem sido o principal motivo de atraso na conclusão do processo.

O acordo político poderá ser uma oportunidade para os dois sobreviverem no cargo durante a legislatura, evitando descontentamentos por parte dos membros de cada partido, mas o professor da Universidade de Sewanee, Reinhard Zachau, entende que o destino de cada um será diferente. O docente considera que “Merkel vai ficar mais reforçada e Schulz tem poucas possibilidades de continuar na liderança do SPD porque haverá mudanças”. 

O parlamento alemão ganha mais importância caso o SPD fique fora do executivo. Contudo, nem todos os partidos vão recolher benefícios de uma eventual fragilidade governativa de Merkel, também por causa dos falhanços nas negociações iniciais entre a CDU, Verdes e os Liberais. Reinhard Zachau explica que “os Verdes ficam com mais força porque estiveram disponiveis para formar uma aliança com Merkel e já governaram ao lado do SPD”. No sentido contrário, os Liberais podem perder peso político “por terem terminado as conversações iniciais com a CDU”. 

Estados Unidos. Trump ainda não definiu o rumo da política externa

A recente decisão de Donald Trump mudar a Embaixada dos Estados Unidos em Israel de Telavive para Jerusálem encerra um ano de muitas mudanças na política externa norte-americana. No primeiro ano de mandato, o presidente abandonou os acordos de Paris e com Cuba, além de ameaçar sair das negociações estabelecidas com o Irão. Apesar de ter revogado algumas conquistas importantes de Barack Obama, conseguiu estabelecer pontes de diálogo com a China na recente visita asiática e deu sinais no sentido de se aproximar da Rússia depois do recente aperto de mão a Vladimir Putin. O director executivo do Washington International Diplomatic Academy, Nicholas Kralev, entende que “não existe coerência nas principais políticas, nomeadamente a relação com a Rússia, o futuro da União Europeia e nas alterações climáticas”, tendo acrescentado que “reduziu o orçamento do Departamento de Estado em 30% e não preencheu os lugares de topo”. 

A ameaça nuclear norte-coreana tem sido evidente devido ao constante lançamento de misseís. No entanto, Trump também alerta para os perigos do acordo celebrado com o Irão permitir o desenvolvimento nuclear para fins militares. Os discursos do presidente revelam preocupação sobre os objectivos dos dois países, mas Nicholas Kralev considera que “Pyongyang representa uma ameaça maior que Teerão”.

Na recente visita asiática, o presidente norte-americano deslocou-se a Pequim e apertou a mão a Vladimir Putin na reunião da APEC, embora sem existirem encontros bilaterais à margem da cimeira.  Os dois actos foram meramente simbólicos porque “não houve avanços em qualquer assunto importante na relação entre os Estados Unidos e a China e, nestas circunstâncias é bastante impossível uma amizade com Moscovo”. 

O maior problema para os Estados Unidos resolverem é a situação na Síria. O principal motivo norte-americano na região foi o combate ao Estado Islâmico, mas a derrota do grupo não impede que se tenham outros interesses. Nicholas Kralev assegura que “a dúvida relativamente ao apoio às forças do regime dificultam as decisões há vários anos”. 

As opções da nova administração ainda não estão todas concluídas, pelo que, poderão haver reversões nalgumas questões como o acordo iraniano, a tentativa de diplomacia com a Coreia do Norte ou o interesse em combater as alterações climáticas. Contudo, os Estados Unidos são acusados de adoptarem uma política isolacionista em questões que necessitam de entendimentos globais. Washington também pode ameaçar com a retirada para obrigar outros a colaborarem mais, como acontece na contribuição para a NATO em que Trump exige mais dos parceiros europeus. Independentemente das razões invocadas, Nicholas Kralev garante que “a população está preocupada pela perda de influência dos Estados Unidos no resto do Mundo”.

 

Nova Caledónia. Referendo não resolve problema de convívio entre Kanaks e franceses

O governo francês permitiu a realização de um referendo sobre a independência da Nova Caledónia em 2018. O acordo alcançado na capital Nouméa em 1998 entre os líderes políticos regionais e o executivo gaulês prevê que o escrutínio popular seja realizado até Novembro do próximo ano com a presença de observadores internacionais das Nações Unidas.

Apesar de existirem vantagens e desvantagens na auto-determinação da população, o estudioso de assuntos relacionados com as Ilhas do Pacífico, Stephen Levine, entende que se trata de “uma questão emocional”. Contudo, o docente revela que “existe bastante apoio financeiro de Paris e as forças militares garantem a segurança, mas alguma população não pode tomar decisões próprias”. 

O referendo pode ser considerado como o último passo da descolonização francesa no território, embora nos últimos anos haja mais paz do que situações de conflito. A crescente influência de representantes da população indígena nos lugares governamentais também aumenta as reivindicações relativamente à independência. Stephen Levine considera que “será um erro grave não respeitar o resultado do referendo porque vai aumentar o descontentamento das pessoas ou o reforço da presença militar francesa”. 

O futuro do país na comunidade internacional e na relação com os países vizinhos está nas mãos dos habitantes da ilha, situada muito perto da Austrália. No caso da independência conquistar a maioria vão surgir desafios diplomáticos no curto prazo. O autor do livro “Pacific Ways: Government and Politics in the Pacific”, explica que “haverá um pedido de adesão às Nações Unidas e negociações para estabelecer relações com os Estados Unidos e a China”. 

Os membros da Melanésia também aguardam com expectativa a possibilidade de haver mais um país que conseguiu ganhar a auto-determinação dos franceses como sucedeu com o Vanuatu, Papua Nova Guiné, Fiji e as Ilhas Salomão, mas será a Polinésia Francesa que vai tentar aproveitar o efeito dominó para se tornar independente. Contudo, dificilmente a Nova Caledónia fica isolada caso se mantenha sob domínio francês.

A convivência entre a população local, Kanaks, e os franceses nem sempre tem sido pacífica, sendo que, o resultado do referendo não resolve o problema principal de persuadir ambas as comunidades que não podem construir um futuro no território. O acordo alcançado ainda não determinou a elegibilidade eleitoral da população indígena. O docente garante que “a independência poderá ser uma realidade caso votem o maior número de Kanaks”. 

China. Economic investments are a good way to maintain political relations with European Union

Donald Trump’s recent visit to Asia has allowed the United States to move closer to China even after the current US president has been violent with the Chinese regime in the election campaign in 2016. At this point, the European Union is trying to take advantage of some Washington caused by some sectors of US society over Xi Jinping’s policies, including human rights.


In recent years there has been enormous Chinese investment in the economy of European countries, particularly in the energy and media sectors in Portugal. Fleur Huijskens, an associate researcher at the Stockholm International Peace Research Institute, believes that “economically, it is easier for China to invest in Europe than in the United States” and has highlighted the interest in technology.


In a recent article, the Finantial Times believes that good political relations are also the source of strong investment in recent years, but in the European Union there are other factors associated with the Chinese will such as the liberalization of the economy and the end of the crisis. However, the researcher explains that “there have been discussions to protect European industries and companies because there may be security risks such as the theft of technology and competition resulting from Chinese control, as in the German solar industry.”


The impact of Brexit on the European Union’s relations with the other countries in the various areas is still unknown, although there is considerable fear of trade due to the emergence of a competitor in Europe. The British will also start a new cooperation with Beijing in 2019. Even the Finantial Times can not predict what will happen two years from now, although Fleur Huijskens recalls the words of Xi Jinping at the World Economic Forum in Davos on the need to maintain an open system of international trade and against protectionism.

República Checa. A reeleição de Milan Zeman é fundamental para Babis governar sem a confiança do Parlamento

O vencedor das eleições realizadas em Outubro, Andrej Babis, deverá formar um governo sem apoio parlamentar nos próximos anos, embora as negociações com as restantes forças partidárias continuem até ao final do ano. Os outros partidos exigem a demissão do líder do ANO para suportarem uma solução governativa durante o próximo mandato, mas Babis pretende manter-se na liderança do partido e do país.

O futuro político de Babis está nas mãos do presidente da República Checa, mas também no SPD, CSSD, Piratas e os comunistas que foram eleitos para o parlamento, já que, o TOP 09, KDU-CSL, ODS e Starostové anunciaram a criação de um bloco democrático. A investigadora do EUROPEUM, Zuzana Stuchliková, explica que “Babis tem condições para governar sem a confiança da Câmara dos Deputados porque o presidente Zeman não convoca eleições antecipadas”. Contudo, a permanência de Babis na liderança do executivo também depende da “reeleição de Milos Zeman”.

O apoio presidencial é decisivo para Babis ter “uma justificação que o impeça de se demitir”, já que, no plano parlamentar “haveria condições para abrir um caminho de conversações”. 

Os meios de comunicação social estrangeiros definiram Andrej Babis como sendo pragmático e populista. Zuzana Stuchliková considera que “o pragmatismo surge na forma como aproveita os momentos para mudar o pensamento, além do programa político não apresentar qualquer ideologia”. O populismo aparece nas alturas em que “promete resolver todos os problemas”. 

Taiwan. Representante em Lisboa oferece ajuda às vítimas dos incêndios florestais

O Representante do Centro Econónimo e Cultural de Taipei em Portugal, Raymond Wang, respondeu positivamente ao desafio lançado pelo Presidente do Grupo Informal de Amizade Parlamentar Portugal-Taiwan para apoiar as vítimas dos incêndios nos concelhos de Tondela e Vouzela no mês de Outubro.

No dia 7 de Novembro, Raymond Wang esteve no terreno para se aperceber dos danos causados pelos fogos florestais junto dos autarcas José António de Jesus e Rui Miguel Ladeira Pereira, tendo também falado com agricultores com objectivo de realizar um relatório que será enviado para as instituições de caridade em Taiwan.

A população de Taiwan também sabe o que significa perder tudo e ficar sem nada, já que, um terramoto em 2001 acabou por causar enorme sofrimento na sociedade, tendo sido alvo de enorme solidariedade pela restante comunidade.