Maldivas. Oposição prepara golpe de Estado contra Abdulla Yameen

As agências internacionais revelam que está a ser planeado um golpe de Estado contra o presidente das Maldivas, Abdulla Yameen.

A oposição pretende acabar com a presidência autocrática de Yameen, que dura desde 2013. Nos últimos anos várias pessoas foram alvo de perseguições políticas, incluindo o antigo Chefe de Estado, Mohameed Nasheed que se encontra no exílio no Reino Unido. Os detalhes da operação não são conhecidos, mas as fontes ligadas aos golpistas garantem que se trata de uma forma legal para deitar abaixo o governo. No entanto, os responsáveis governamentais acreditam que a única forma de saírem do poder é perderem as eleições.

As políticas de Yameen que incluem a pena de morte, também são frequentemente criticadas pelas Nações Unidas, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia.

Nos últimos dias ocorreram vários protestos perto da casa de férias do presidente.

Reino Unido. Owen Smith coloca obstáculos antes de se iniciarem as negociações com a União Europeia

O candidato à liderança do Partido Trabalhista colocou algumas condições para aceitar a saída do Reino Unido da União Europeia. Owen Smith garante que a primeira-ministra só conta com o apoio do Partido Trabalhista se houver um novo referendo ou eleições gerais antecipadas. Caso Theresa May não aceite as propostas, os trabalhistas vão tentar bloquear a pretensão dos conservadores em invocar o Artigo 50 para iniciar o processo de saída do clube europeu.

Neste momento, existem dois impedimentos para a vontade de Owen Smith se concretizar. Em primeiro lugar, o Partido Trabalhista ainda não escolheu o novo líder. Em segundo, não é certo que o parlamento britânico tenha de votar o levantamento do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que prevê as condições de saída de um Estado-Membro da União Europeia.

O deputado acredita que a maioria dos britânicos pretende continuar na UE, tendo chamado mentiroso aos defensores do Brexit.

O actual líder não concorda com a posição de Owen Smith. Um porta-voz de Jeremy Corbyn relembra que bloquear a decisão dos britânicos irá custar votos ao Partido Trabalhista, porque as classes trabalhadoras votaram a favor do Brexit.

Espanha. Rajoy só chama PSOE após concluir acordo com Rivera

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, pretende acertar o acordo com o Ciudadanos antes de iniciar negociações com o PSOE. O PP acredita que pode convencer os socialistas se tiver mais argumentos políticos, que passam por alcançar um entendimento total com o partido liderado por Albert Rivera. Durante a semana vão ser discutidas questões como o contrato único e as quotas das regiões autónomas.

Os socialistas estão atentos ao desenrolar das conversações e já identificaram algumas lacunas que justificam o provável voto contra o programa do governo.

Reino Unido. Owen Smith ganha apoios importantes na recta final da campanha

O presidente da Câmara Municipal de Londres, Sadiq Khan, e a líder do Partido Trabalhista escocês, Kezia Dugdale, manifestaram o apoio ao candidato Owen Smith.

O autarca londrino entende que Jeremy Corbyn não conseguiu conquistar a confiança da população britânica. Sadiq Khan destaca a falta de empenho do líder na recente campanha pela manutenção do Reino Unido na União Europeia. O responsável pela Câmara de Londres contou com o apoio de Jeremy Corbyn nas eleições locais realizadas em Maio, mas Sadiq Khan tem estado ao lado de Owen Smith nalgumas matérias, como a oposição à guerra do Iraque e nos cortes das pensões aos mais desfavorecidos.

O deputado pelo círculo de Pontypridd recebeu o apoio da líder do Partido Trabalhista escocês. Kezia Dugdale acredita que Smith é o único com capacidade para unir o partido e vencer as eleições gerais. Apesar da intenção de Dugdale, um porta-voz da campanha de Jeremy Corbyn garante que a maior parte dos trabalhistas escoceses vão votar na actual liderança.

Reino Unido. Estruturas locais do Partido Trabalhista anunciam apoio a Owen Smith

A maioria das estruturas locais do Partido Trabalhistas vai votar no candidato Owen Smith. Numa carta divulgada pela imprensa britânica, cerca de mil federações que representam mais de 200 autoridades locais não acreditam que a liderança fraca de Jeremy Corbyn seja adequada para o país.

A campanha eleitoral está a dividir os membros do Partido Trabalhista, havendo alguma preocupação por parte dos responsáveis relativamente a uma eventual guerra civil dentro do partido nas próximas semanas.

A missiva alerta para a necessidade de arranjar um líder que consiga unir o partido para enfrentar os próximos desafios políticos, como o segundo referendo na Escócia e as próximas eleições gerais.

Espanha. Mariano Rajoy e Albert Rivera tentam evitar novas eleições legislativas

O líder do PP anunciou um acordo com o Ciudadanos para passar o programa do governo no parlamento. Mariano Rajoy considera que o entendimento “é um passo decisivo na formação do executivo”. 

Os dois partidos conseguiram estabelecer um acordo que contempla seis medidas para combater a corrupção. Albert Rivera entende que Rajoy tem condições para iniciar a investidura.

Nos próximos dias, a presidente do Congresso vai marcar as sessões para o governo apresentar o programa.

Estados Unidos. Trump recusa mudar comportamento para não trair eleitores

O candidato republicano à Casa Branca garante que não mudar o comportamento que tem tido desde o início das primárias. Donald Trump entende que se o fizer estaria a trair os eleitores que votaram nele na primeira fase da campanha eleitoral.

As últimas sondagens não são favoráveis ao empresário, mas nem por isso obrigam a uma alteração nos discursos. Trump recorda à imprensa norte-americana que tem tido enchentes nos comícios. A forma como o republicano conseguiu vencer as primárias sem ser favorito também faz parte da estratégia para evitar responder às perguntas dos jornalistas e mostrar que pode vencer as eleições gerais em Novembro.

Ásia. Taiwan com papel importante na segurança aérea mundial

A participação de Taiwan na 38ª Assembleia da Organização Internacional de Aviação Civil realizada em 2013 no Canadá mereceu elogios de todos os participantes, apesar do país não ser membro da entidade que regula algumas questões relacionadas com o espaço aéreo. As autoridades de Taipé pretendem marcar presença na 39ª edição que se realiza no Canadá no dia 27 de Setembro a 7 de Outubro.

O governo de Taiwan entende que uma nova presença pode novamente contribuir para “a segurança e desenvolvimento sustentável da aviação mundial“. Na cimeira do Canadá os temas em cima da mesa são segurança, serviços de navegação, protecção ambiental e assuntos económicos.

Nos últimos anos tem havido uma aposta no desenvolvimento da segurança aérea e nas infra-estruturas que permitem a Taiwan ser um dos países com mais tráfego aéreo do sudeste asiático. No ano passado, 74 companhias aéreas estabeleceram ligação com Taiwan, sendo que, 58 milhões de passageiros estiveram  nos 17 aeroportos do país. As duas principais transportadoras também subiram no ranking em termos de passageiros.

Reino Unido. Trabalhistas discutem alterações nas regras da escolha do líder

A decisão judicial que impediu 130 mil membros do Partido Trabalhista de votarem na escolha do novo líder originou um debate entre os dois candidatos.

O actual líder, Jeremy Corbyn, considera que se trata de uma decisão triste que pode ter influência no crescimento do partido. Na sequência da decisão, Corbyn entende que as regras das eleições internas devem ser alteradas para garantir a participação de todos os membros do partido.

O candidato à liderança, Owen Smirh, assegura que não se sente prejudicado pela decisão do tribunal. O foco do deputado continua a ser as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia.

Reino Unido. Jeremy Corbyn conta com o apoio dos sindicatos ligados ao Partido Trabalhista

Os dois maiores sindicatos ligados ao Partido Trabalhista apoiam Jeremy Corbyn na corrida à liderança.

O actual líder conta com o suporte do Unite e do Unison, sendo que, a primeira plataforma não realizou nenhuma votação para escolher o candidato preferido. O Unison também optou por consultar os dirigentes mais importantes. O secretário-geral do Unison, David Prentis, confirma que se mantém do lado de Corbyn. No entanto, existe uma minoria que escolheu Owen Smith.

Os sindicatos ligados aos sectores da construção, transportes e bombeiros continuam disponíveis para respeitar a liderança de Jeremy Corbyn.

O único grande sindicato que prefere mudanças na liderança são os membros do GMB, já que, 60% votaram por Owen Smith e 40% optaram por Jeremy Corbyn.

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