A União Europeia e os Estados Unidos levantaram as sanções económicas ao Irão após a Agência Internacional da Energia Atómica ter confirmado o cumprimento das regras nucleares que foram estabelecidas no recente acordo por parte de Teerão.

No princípio do mês, o número de centrifugadoras instaladas em Natanz e Fordo foram reduzidas, sendo que, a pesquisa e desenvolvimento só será realizada na primeira durante oito anos. Nos próximos 15 não será permitido enriquecimento de urânio em Fordo. O membro do Brookings Institute, Michael O´Hanlon, confidenciou ao “The Democrat”, que “apoio o acordo, mas deveríamos ter negociado as cláusulas de caducidade para as limitações das infra-estruturas nucleares iranianas”.

O entendimento entre os vários blocos não teve apenas reflexos na questão nuclear. Nesse dia também houve uma troca de prisioneiros entre Washington e Teerão.

Numa altura em que as primárias norte-americanas para escolher o sucessor de Barack Obama estão perto de começar são mais as dúvidas do que certezas porque os candidatos republicanos prometem rasgar o acordo, além de Hillary Clinton não seguir os mesmos passos de Obama relativamente à política norte-americana na região, sobretudo depois da tensão entre o Irão e a Arábia Saudita. O especialista norte-americano acredita que a antiga primeira-dama “poderá mudar alguns pontos do acordo, bem como a estratégia para o Irão, sendo mais dura do que Obama e ajudar os países como Israel com mais material de segurança”.

A campanha eleitoral dos republicanos incluiu o acordo nuclear iraniano. No entanto, não será fácil os candidatos convencerem o eleitorado que vão acabar com os pontos que já foram acordados. Michael O´Hanlon considera que a estratégia passa por “reduzir os compromissos económicos dos Estados Unidos, mas também das restantes potências” presentes nas conversações em Viena.

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