As primárias norte-americanas começam amanhã com a realização do Caucus no Iowa. O caminho para a escolha do novo inquilino da Casa Branca percorre os 50 Estados, sendo que em Novembro decorre a eleição geral entre o vencedor das primárias democratas e republicanas.

Nos democratas existem três concorrentes. A antiga primeira-dama norte-americana Hillary Clinton, o senador do Vermont Bernie Sanders e o antigo governador do Maryland Martin O´Malley.

Os candidatos republicanos são mais, embora tenha havido desistências no final de 2015. No entanto, no Verão do ano passado eram 16 concorrentes. Neste momento os 12 republicanos são: Jeb Bush, Ben Carson, Chris Christie, Ted Cruz, Carly Fiorina, Jim Gilmore, Mike Huckabbe, John Kasich, Rand Paul, Marco Rubio, Rick Santorum e Donald Trump. Alguns deverão desistir neste mês de Fevereiro após as eleições no Iowa, New Hampshire e Carolina do Sul. No entanto, os que ficarem pelo caminho poderão ser importantes garantir delegados aos que ainda têm hipóteses de vencer na altura da convenção republicana.

Os analistas entendem que a luta nos democratas será entre Hillary Clinton e Bernie Sanders. Nos republicanos Donald Trump, Ted Cruz e Marco Rubio ocupam as primeiras posições nas sondagens.

Na campanha eleitoral foram levantadas várias questões, como a imigração, terrorismo e a política externa. Contudo, os principais problemas dos Estados Unidos deverão ser abordados apenas em Novembro. O professor da Universidade de Lisboa, Viriato Soromenho-Marques, explicou ao “The Democrat”, que “nesta fase preliminar em que os candidatos falam para o seu eleitorado os discursos tendem a ser mais cuidadosos”.

A principal curiosidade das primárias tem a ver com os resultados de Donald Trump. O empresário trouxe o tema da imigração para o centro do debate. O docente português considera que o republicano “reflecte a decadência dos Estados Unidos como potência e representa uma corrente inimiga da regulação e do Estado Federal”. O ataque contra os imigrantes tem sido constante ao longo da campanha eleitoral. Contudo, o discurso “anti-imigração não tem qualquer peso junto da sociedade norte-americana”.

O melhor para o mundo seria a “eleição de Hillary Clinton”. A ex-secretária de Estado norte-americana tem capacidade para manter ou fazer melhor do que Barack Obama. Viriato Soromenho-Marques prevê que “a liderança de Clinton será na mesma linha dos últimos oito anos, mas tem de ter mais determinação para perceber a causa-efeito da política externa” nos próximos anos, em particular na Síria e no encerramento de Guantanamo.

O próximo presidente dos Estados Unidos conta com vários desafios a nível externo, sobretudo no Médio-Oriente após as guerras civis na Síria e Líbia, mas também devido à influência que o Irão pretende exercer na região.

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