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O Conselho Europeu reúne hoje e amanhã em Bruxelas para discutir os problemas das migrações e as propostas do Reino Unido para se manter na União Europeia. No entanto, só na sexta-feira será tomada uma decisão definitiva sobre a questão britânica. O professor da Universidade Católica Portuguesa, Paulo Almeida Sande, acredita que “vai haver uma solução porque o risco de saída do Reino Unido é muito grande”.

Os únicos países que não estão de acordo com algumas propostas são a Polónia, Hungria, República Checa e a Eslováquia porque não querem uma limitação dos benefícios aos filhos imigrantes que vivem no Reino Unido.

Nos últimos dias os responsáveis europeus mostraram posições distintas face à possibilidade de se alcançar um acordo. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, levantou dúvidas sobre as pretensões britânicas. Por seu lado, o líder da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, confia num resultado positivo.

O futuro do país no clube europeu depende mais do referendo que se deverá realizar em Junho.Durante os próximos meses a incerteza vai ser maior por causa da posição dos eurocépticos britânicos, em particular nos conservadores. David Cameron ainda não conseguiu convencer Boris Johnson para fazer campanha ao lado do SIM. O actual presidente da Câmara de Londres tem uma posição importante na estrutura do partido, além de ser apontado como candidato a primeiro-ministro nas eleições de 2020.

Neste cenário, os riscos do Reino Unido sair da União Europeia não acabam com a obtenção de um acordo em Bruxelas. Paulo Almeida Sande entende que “um eventual abandono provoca um efeito dominó que alimenta as forças centrífugas na União Europeia, sobretudo nos países do leste”.

O resultado da reunião de amanhã na capital belga nunca será favorável a David Cameron no plano internacional. O especialista em assuntos europeus considera que “a Europa não vai ficar refém do Reino Unido porque não será possível efectuar uma revisão dos tratados”.

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