O combate ao Estado Islâmico esteve a ser debatido num colóquio organizado pelo Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL numa parceria com o Instituto de Defesa Nacional. O painel contou com a presença do professor da Universidade de Lisboa, Bruno Reis, Nuno Lemos Pires da Academia Militar e os jornalistas do Expresso, Raquel Moleiro e Hugo Franco.

No segundo painel participaram a jornalista da SIC, Cândida Pinto e a docente Helena Carreiras que abordaram o tema das mulheres que combatem os guerrilheiros.

A intervenção dos oradores serviu para explicar a origem dos grupos terroristas na região e a ideologia que defendem. Nuno Lemos Pires acusou os Estados Unidos “de terem saído cedo demais daquela zona”.

O futuro dos conflitos também esteve em cima da mesa, tendo os oradores chegado à conclusão que os pequenos conflitos localizados substituem as guerras convencionais. O docente Bruno Cardoso Reis entende que uma das tendências será “o fim das guerras convencionais”, o que fragiliza os Estados, além de permitir o aparecimento de “novos actores de disseminação do poder”. Por esta razão, o combate ao Estado Islâmico fica mais difícil devido à “estratégia híbrida na Síria e Iraque”. Nuno Lemos Pires também concorda que “os guerrilheiros fazem guerra convencional”.

O papel das mulheres no seio de organizações militares foi o segundo tema do dia. A docente Helena Carreiras falou sobre os exércitos curdos compostos exclusivamente por mulheres. Por seu lado, Cândida Pinto relatou a experiência que teve na fronteira entre a Turquia e a Síria.

A jornalista garantiu ao “The Democrat” que “não há muita informação sobre o que se passa no terreno”, mas garantiu que “a propaganda do Estado Islâmico tem sido eficaz”.

 

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