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A recente reconquista da cidade de Palmira por parte do exército Sírio ao Estado Islâmico constituiu um avanço importante na estratégia do executivo para recuperar o território ocupado pelos grupos opositores a Bashar al-Assad.

As tropas leais ao governo contaram com o apoio dos meios aéreos russos que se encontram no terreno para ajudar a derrotar o Estado Islâmico.

O professor auxiliar no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, Felipe Pathé Duarte, explicou ao “The Democrat”, que a reconquista da cidade tem “uma importância crucial do ponto de vista simbólico e por razões estratégicas“. A cidade de Palmira é uma zona de rotas, além de ter peso histórico, cultural e religioso. Por outro lado, quem controla a zona consegue facilmente chegar ao Iraque, em particular a Homs. Apesar do aparato dos meios de comunicação social em torno do avanço, Felipe Pathé Duarte considera que “não se trata de uma derrocada do Estado Islâmico”. A ajuda dos russos também mereceu destaque porque confirma a relevância do papel que Moscovo exerce no terreno. O especialista português não tem dúvidas que “em termos tácticos e militares os russos saem vitoriosos”, além de reforçar a “legitimidade interna de Putin“. No entanto, as pequenas derrotas do Estado Islâmico no território que não irá unir os vários interesses instalados no país nem diminuir as tensões entre russos e norte-americanos, já que, o cessar-fogo assinado não está a ser respeitado.

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