As eleições democratas e republicanas no Oregon, e dos primeiros apenas no Kentucky deverão aproximar Trump e Clinton do número mágico. O empresário mudou a estratégia porque não tem concorrência interna, enquanto a antiga secretária de Estado norte-americana ainda tem que se preocupar com o discurso de Bernie Sanders.

Na semana passada a reunião entre Paul Ryan e Donald Trump marcou o início da reconciliação no Partido Republicano. As divergências mantiveram-se, mas será necessário união para voltar a conquistar a Casa Branca. Nuno Gouveia considera que “no final o establishment republicano tenderá a ser pragmático e sinalizar o apoio a Trump, apesar da insatisfação que atinge o centro nevrálgico do partido“. O entendimento não significa que haja cedências dos dois lados. Isto é, Trump continuará a “dizer o que lhe apetece” e o partido não deixará de o qualificar como “uma figura polémica“. O que for alcançado será com base no “pragmatismo“. No entanto, algumas personalidades anunciaram a intenção de não votar no milionário. O autor do blogue “Era uma vez na América”, não tem dúvidas que Romney e a família Bush “dificilmente voltam com a palavra atrás porque foram muito contundentes e não têm margem para recuar“.

A tarefa de Hillary Clinton também se torna mais complicada para a eleição geral, já que, Trump tem possibilidade de deixar a futura adversária sem resposta. Nuno Gouveia não concorda porque “Hillary tem feito ataques“. Contudo, as pequenas vitórias de Bernie Sanders na corrida vai impedi-la de se “concentrar no republicano“.

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