O Reino Unido já se encontra em campanha para a realização do referendo que vai ficar na história. O resultado alcançado no dia 23 de Junho irá mudar o país em muitos aspectos. O professor do London School of Economics, Tim Oliver, disse ao “The Democrat” que haverá alterações ao nível da “política económica, relações externas, identidade, unidade e nas relações sociais“.

Os apoiantes do “Brexit” e do “Remain” continuam a tentar convencer os eleitores britânicos, sendo que, as principais figuras políticas estão bastante envolvidas na campanha. O governo liderado por David Cameron não se uniu em torno da manutenção do Reino Unido na União Europeia devido ao eurocepticismo de alguns membros, como Michael Gove. No entanto, o primeiro-ministro recebeu uma ajuda importante de Barack Obama. No Partido Trabalhista existe unanimidade no “Remain”, mas a fraca liderança de Jeremy Corbyn não lhe permite aparecer com frequência na defesa dos interesses do país. Os defensores do “Brexit” preocupam-se mais com os temas da imigração, soberania e democracia. Por seu lado, os que pretendem a continuidade na Europa abordam com mais frequência os assuntos económicos e a influência política junto de Bruxelas.

No ano passado as sondagens revelaram um empate técnico entre o Partido Conservador e o Trabalhista nas eleições gerais. Um ano depois não se fazem apostas sobre o vencedor do escrutínio popular. Tim Oliver considera que “se o resultado for equilibrado pode haver um novo referendo, mas não é obrigatório“.

Os resultados são susceptíveis de causar um aumento do eurocepticismo fora do Reino Unido, em particular nos países que já se debruçaram sobre questões europeias. O docente britânico concorda que “existe uma preocupação na União Europeia independentemente do vencedor” do referendo.

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