O empresário confirmou a nomeação oficial após a vitória nas primárias de Washington. No entanto, Trump ainda tem de ir à Convenção para receber o voto de todos os delegados conquistados durante as primárias. Nessa altura também será importante verificar qual será a posição do “establishment”.

O domínio nas primárias permitiu eliminar os adversários ao longo dos meses. Os restantes candidatos começaram a perceber que Trump tinha força política, além da capacidade económica. Nuno Gouveia entende que “houve muitos momentos informais como as primárias no New Hampshire, Carolina do Sul, na Super-Terça, Florida e Indiana“, tendo destacado as duas últimas conquistas porque forçaram “a desistência de Marco Rubio e Ted Cruz“. O senador da Florida e do Texas eram apontados como os candidatos mais fortes porque tinham apoios importantes do “establishment” e do Tea Party.

O ambiente que se vive nos Estados Unidos favoreceu a nomeação de Trump, apesar do Partido Republicano se ter apresentado mais forte do que em 2012. Os adversários eram competentes, mas Nuno Gouveia aponta dois factores bem aproveitados por Trump. Em primeiro lugar, “a capacidade de dominar a agenda mediática“. Em segundo, ter captado a atenção de uma sociedade que “está ressentida com Barack Obama e os novos tempos“.

O poder económico não explica os resultados obtidos, já que, a base de apoio está presente em várias camadas da população. O autor do blogue “Era uma vez na América”, revela que “a extrema-direita, os blue collar workers ligados ao Partido Democrata, conservadores do Tea Party e moderados do Partido Republicano” são os principais seguidores nesta campanha.

A vitória de Trump também significa a “derrota do Partido Republicano em toda a linha“, embora seja um incentivo para “outros milionários, sem experiência política, tentarem chegar à Casa Branca“.

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