A Generalitat pretende que a União Europeia reconheça o catalão como língua oficial, tendo como fundamento as 10 milhões de pessoas que se exprimem naquele dialecto. No entanto, existem factores territoriais e populacionais semelhantes a alguns países da Europa que servem de argumento para a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha.

O ministro das relações externas da Generalitat, Raul Romeva, esteve em Lisboa para participar num debate organizado pelo ISCTE-IUL sobre a actual situação política na região. O dirigente não teve nenhum problema em assumir que a independência é a melhor solução para a Catalunha ao ter afirmado que “queremos um novo país e sistema democrático” para acompanhar o progresso e tirar proveito do “investimento estrangeiro e do turismo” que tem crescido nos últimos anos.

Os problemas constitucionais defendidos pelo governo espanhol não preocupam os responsáveis catalães. Raul Romeva disse que “a Constituição deve ser interpretada de forma aberta“, tendo acrescentado que “estamos perante uma questão política“. Neste momento, o parlamento catalão tem 72 deputados que são favoráveis à independência. Ou seja, as várias forças políticas estão de acordo com a necessidade de haver um novo país. Romeva garante que os manifestantes “não são nacionalistas, mas democráticos“.

No final do debate houve uma troca de argumentos entre o dirigente e dois representantes da Embaixada espanhola em Portugal. Raul Romeva acusou o governo de dificultar a realização de conferências sobre o tema, mas mostrou disponibilidade para negociar.

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