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Os espanhóis voltam às urnas no dia 26 de Junho para escolher um governo que consiga convencer o parlamento. As legislativas realizam-se após o acto eleitoral de Dezembro não ter proporcionado uma maioria absoluta ao Partido Popular e de o PSOE também não ser capaz de estabelecer coligações que lhe proporcionassem estabilidade governativa.

A melhor solução para resolver a crise política passou pela marcação de novas eleições legislativas. A campanha eleitoral será marcada pelas questões económicas, a independência da Catalunha e a reforma constitucional. Contudo, Arturo Merayo disse ao “The Democrat” que “o principal assunto será a governação“. Isto é, os partidos vão colocar em cima da mesa as razões porque não se conseguiu “chegar a acordo” após as últimas eleições.

Os dois principais partidos tentaram arranjar uma solução governativa, mas Mariano Rajoy e Pedro Sánchez não tiveram habilidade política para formar governo. Os líderes precisam de obter uma vitória nas urnas e no parlamento para continuarem a merecer confiança interna. Arturo Merayo explica que “a liderança de Sánchez será questionada se o PSOE ficar com menos 90 deputados“, enquanto Mariano Rajoy “necessita de ter o mesmo número de lugares” para acalmar as vozes críticas no Partido Popular.

As duas forças politicas que entraram no espectro político espanhol nas últimas eleições também tiveram responsabilidades na actual crise política. Apesar do Podemos e Ciudadanos não terem viabilizado as soluções apresentadas por PP e PSOE, Arturo Merayo considera que “não vão ser penalizados“.

A questão da independência da Catalunha irá novamente ser discutida. No entanto, não será desta vez que os partidos regionais podem ganhar votos a nível nacional porque “os espanhóis querem um governo de unidade nacional“.

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