O resultado do referendo britânico sobre a manutenção na União Europeia teve implicações nos dois principais partidos, mas o grande terramoto foi o anúncio da demissão de David Cameron. O primeiro-ministro justificou a decisão com a necessidade de haver uma nova liderança que negoceie a saída do Reino Unido da União Europeia. O professor da Universidade de Londres, Simon Griffiths, considera que “Cameron não tinha outra alternativa senão a demissão porque a sua autoridade iria estar em causa“.

A decisão dos britânicos colocou um ponto final no mandato iniciado em 2010. O docente britânico acredita que “a carreira política do primeiro-ministro deve ter terminado“.

O empenho na campanha eleitoral acabou por não ser suficiente para convencer os eleitores britânicos, apesar do Brexit ter vencido com apenas 3% de vantagem sobre o Remain. Simon Griffiths entende que “Cameron menosprezou os ressentimentos contra a Europa“.

O futuro do Partido Conservador e do país passa por outra figura. Neste momento, os nomes que estão a ser veiculados são os de Boris Johnson e Theresa May, mas também há George Osborne. O professor da Universidade de Londres não tem a certeza se Cameron terá interferência na escolha do sucessor, como aconteceu com Gordon Brown após a saída de Tony Blair. A outra questão que está em cima da mesa é a realização de eleições antecipadas, mesmo não sendo obrigatório.

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