O futuro político de Espanha continua indefinido após os resultados das eleições do dia 26 de Junho. Os líderes dos principais partidos tiveram interpretações diferentes dos resultados, sendo que, apenas o Ciudadanos e o Partido Popular revelaram o que estavam dispostos a fazer até à investidura do próximo governo. O líder do partido mais votado reclamou o direito a governar, enquanto Albert Rivera mostrou disponibilidade para se sentar à mesa com o PP e o PSOE. Na noite eleitoral, Pedro Sanchéz não disse o que iria fazer, preferindo culpar o Podemos por não se ter conseguido chegar a um entendimento para formar um governo de esquerda após as eleições de Dezembro.

Neste momento, volta a pairar no ar mais uma tentativa de Pedro Sánchez tentar formar uma maioria, mas será preciso também contar com o Ciudadanos, além do Podemos. Arturo Merayo acredita que “o PSOE não vai apoiar a investidura, embora não coloque problemas ao programa do governo no parlamento“, o que garante a entrada em funções do novo executivo. O PSOE só necessita de se abster para o programa entrar em vigor, o que agrada aos barões do partido. No entanto, a facção mais jovem continua a preferir outros caminhos.

Antes da investidura deverão ocorrer negociações entre os partidos. O politólogo espanhol entende que “todos têm de ceder, mas o PP e Mariano Rajoy saíram reforçados” após a eleição de domingo. O cenário de novas eleições deve estar praticamente afastado porque os partidos pretendem estabilidade política.

No domingo, Pedro Sánchez também não disse nada sobre a manutenção como líder do partido. Arturo Merayo não tem dúvidas que o líder “é contestado pelos barões“. No entanto, a mudança de lideranças em Espanha implicam alianças e rupturas nos partidos.

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