A corrida para a sucessão de David Cameron nos conservadores tem cinco candidatos, sendo que, quatro pertencem ao actual executivo, embora Michael Gove e Theresa May sejam os nomes mais fortes. O vencedor será conhecido no dia 9 de Setembro, mas tem de haver uma primeira ronda para definir os dois finalistas. Na corrida também está a ministra da Energia, Andrea Leadsom, o responsável pela pasta das pensões, Stephen Crabb e Liam Fox. O professor da Universidade do Exeter, Richard Toye, diz que o próximo líder tem de ter “experiência para conduzir as negociações com a Europa“. O docente entende que o processo de saída da União Europeia vai ser o principal desafio político do próximo executivo.

Os principais candidatos à liderança dos conservadores estiveram em lados opostos no último referendo. Michael Gove defendeu a saída, enquanto Theresa May ficou ao lado de David Cameron pela manutenção. Richard Toye considera que o ministro da Justiça “não teria as mesmas hipóteses se apoiasse o outro lado“.

A corrida para a liderança também fica marcada pela desistência de Boris Johnson. O antigo autarca de Londres estava em boa posição para ser o rosto da corrente que defendeu o Brexit na próxima campanha eleitoral. No entanto, Boris Johnson disse que não iria avançar com uma candidatura, tendo causado um frenesim político entre os analistas e os meios de comunicação social britânicos. Richard Toye garante que Johnson “tomou a decisão correcta sabendo que não podia vencer, mas parece um acto cobarde“.

O momento criado após a demissão de David Cameron parecia ser o indicado para o ex-presidente da Câmara de Londres avançar por causa da popularidade e do empenho na defesa pelos interesses britânicos durante o referendo, além de ter sido elogiado pelo actual chefe do governo. O docente da Universidade do Exeter acredita que se tratou de uma oportunidade perdida.

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