A vitória do Brexit provocou uma onda de reacções em toda a Europa, em particular por parte dos dirigentes europeus. Nas últimas sessões do Parlamento Europeu, Jean-Claude Juncker dirigiu algumas palavras aos eurodeputados britânicos, além de ter comentado as posições assumidas por Boris Johnson e Nigel Farage após o referendo. O antigo presidente da Câmara de Londres não concorreu à liderança do Partido Conservador e Nigel Farage demitiu-se da liderança do UKIP. A professora da Universidade Nova de Lisboa, Madalena Meyer Resende disse ao “The Democrat”, que tem havido “falta de contenção por parte do presidente da Comissão Europeia“.

As palavras da chanceler alemã tiveram um alcance diferente daquelas que foram proferidas pelos responsáveis das instituições europeias, embora também haja “uma grande divisão no seio da coligação“. No entanto, a docente portuguesa acredita que a “Alemanha será conservadora na relação com os britânicos“.

As atitudes distintas das principais entidades que orientam a política externa europeia pode ser um factor de pressão para a nova primeira-ministra britânica. O acto eleitoral também esclarece qual será a relação da União Europeia com o Reino Unido. Madalena Resende entende que “o melhor cenário passa pelo Reino Unido ter um estatuto especial dentro da União Europeia“, como acontece com a Noruega.

Advertisements