A demissão de David Cameron no Partido Conservador abriu ao apetite dos trabalhistas para iniciarem uma corrida à liderança, mesmo com Jeremy Corbyn no poder há menos de um ano. No princípio da semana, Angela Eagle e Owen Smith anunciaram a candidatura ao cargo ocupado por Corbyn desde Setembro de 2015. O líder trabalhista diz que não se demite porque foi eleito com larga maioria, mas já começou a pressão para haver eleições antecipadas. A escolha de um novo líder não é suficiente para reclamar novo acto eleitoral. O professor da Universidade do Exeter, Richard Toye, entende que “os trabalhistas só conseguem forçar novas eleições antecipadas se tiverem o apoio de alguns conservadores“.

O líder trabalhista recusa ceder às pressões internas, mas o docente britânico considera que “apesar de ter apoio por parte dos membros do partido, Corbyn não tem alternativa senão aceitar” o repto lançado no início da semana por Eagle e Smith. No entanto, a mudança de liderança não é o único problema no seio do partido, já que, a contestação começou durante o mandato de Ed Miliband. Ou seja, existem problemas relacionados com a estratégia política, ideologia e a unidade. Richard Toye acredita que a falta de “unidade” tem sido a principal responsável pelos últimos insucessos políticos.

Nas recentes crises políticas, os meios de comunicação social britânicos continuam a querer a opinião de Tony Blair. Em cada eleição existe a possibilidade de alguém perto do ex-chefe do governo ser lançado para a liderança. Contudo, Richard Toye, garante que “Blair já não tem particular importância na política britânica nem dentro do Partido Trabalhista“.

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