As eleições para a liderança no Partido Trabalhista assumem importância por causa dos problemas internos, mas também devido à vitória do Brexit porque os conservadores estão a implementar a vontade da população britânica no último referendo.

O acto eleitoral surge um ano depois de Jeremy Corbyn ter substituído Ed Miliband. Alguns deputados tentaram aproveitar a saída de David Cameron como justificação para mudarem o líder. O maior problema para o actual líder são os colegas no parlamento, já que, a estrutura partidária e os sindicatos continuam ao seu lado. O professor da Universidade do Exeter, Richard Toye, acredita na possibilidade de “alguns deputados voltarem ao governo sombra” em caso de vitória de Jeremy Corbyn. O docente considera que haverá “estabilidade“, mas não coloca de parte a realização de novo desafio interno dentro de um ano.

Durante a campanha vários trabalhistas disseram que uma vitória de Corbyn iria dividir o partido. Alguns falaram na hipótese de criar um novo partido. Richard Toye entende que “não existe a possibilidade de uma divisão formal“, tendo assegurado que se fosse deputado e quisesse manter o lugar “não aderia a um novo partido“.

Os trabalhistas tentam escolher um novo líder para solicitar eleições antecipadas junto dos conservadores, já que, Theresa May foi nomeada primeira-ministra sem ter sido eleita pela população britânica. As pretensões do Partido Trabalhista não devem ser alcançadas porque seria cometer “um suicídio político”.

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