O processo de saída do Reino Unido da União Europeia deverá ficar concluído antes das eleições europeias de 2019. O professor da London School of Economics, Tim Oliver, disse ao “The Democrat”, que “o momento oficial da separação pode acontecer antes das eleições para o Parlamento Europeu em 2019“, embora as negociações para alcançar um acordo final demorem algum tempo por causa do calendário político e da forma como o Reino Unido vai continuar ligado à União Europeia.

O governo britânico tem que se preocupar com as pressões internas, sobretudo dos conservadores eurocépticos, mas também acompanhar o processo eleitoral na Alemanha e França no próximo ano. Tim Oliver considera que “Theresa May não pode esperar muito tempo para iniciar as negociações porque se adiar vai ter que lidar com a pressa de alguns membros do partido“. O docente acredita que Theresa May só “aguenta a pressão até ao primeiro aniversário do referendo“. Ou seja, a partir de dia 23 de Junho de 2017 a chefe do governo tem de tomar decisões importantes, embora já se tenham iniciado as primeiras conversas informais.

As relações entre o Reino Unido e a União Europeia após a formalização da saída tem de estar na agenda política. A nova líder do UKIP, Diane James, exigiu que o país não seja um membro associado da União Europeia, nem sequer permite o “Brexit light”. Nalguns aspectos o Reino Unido continua a manter bons entendimentos com Bruxelas, como é o caso da “segurança, defesa, questões ambientais e nas relações internacionais“. No plano económico será complicado aceder ao mercado único devido aos problemas relacionados com a livre circulação. Neste aspecto, Tim Oliver entende que “haverá alguma separação” entre os dois blocos. No entanto, o docente alerta para não se criarem “falsas dicotomias” relativamente ao papel que o Reino Unido continua a ter na União Europeia e vice-versa.

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