O líder do Partido Trabalhista tem uma tarefa difícil, após ter vencido as eleições internas contra Owen Smith. Jeremy Corbyn venceu duas eleições para a liderança dos trabalhistas, mas não recolhe unanimidade em todos os sectores do partido. Nem a mudança de primeiro-ministro garantiu mais popularidade ao líder trabalhista.

Nos próximos anos, Corbyn tem vários desafios para conseguir vencer as eleições gerais em 2020.

O primeiro passa por controlar as várias facções do partido que criticam Jeremy Corbyn desde o primeiro dia em que conquistou a liderança. Os deputados prometeram que vão continuar a fazer barulho e o establishment nunca é fácil de ser convencido. O professor da Universidade de Londres, Simon Griffiths, entende que “alguns membros do parlamento vão estar nas fileiras a criticarem as opções do líder”. O docente acrescenta que haverá “confrontos pelo controlo de posições administrativas importantes” na estrutura partidária.

O segundo desafio está relacionado com o duelo político pelo poder no Reino Unido. A maioria absoluta dos Conservadores não ajuda, mas Corbyn precisa de “aproveitar os erros do governo para conquistar os eleitores que não são fieis a nenhum partido nas eleições“. Simon Griffiths considera que “o líder trabalhista não tem mostrado competência neste aspecto“.

O terceiro desafio é o mais complicado porque tem a ver com a união do partido, em particular se o primeiro e segundo não estiverem preenchidos. O académico londrino assegura que “em termos histórico os eleitores não votam em forças políticas que estão divididas“. Por estas razões, Simon Griffiths, acredita que “os trabalhistas dificilmente vencem as próximas eleições gerais“.

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