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O momento para abordar o futuro da política externa norte-americana foi o mais adequado, já que, a presença de Nicholas Kralev numa palestra organizada pelo Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL, aconteceu no dia seguinte à eleição do novo inquilino na Casa Branca.

O especialista norte-americano confirmou que “o próximo Presidente tem uma atitude de isolamento relativamente à política externa“.

Os principais temas colocados ao orador pelos presentes foram as relações dos Estados Unidos com a Rússia, a aproximação à China e a situação no Médio-Oriente.

Na campanha eleitoral, Trump reiterou várias vezes a vontade de ter uma nova relação com Moscovo, contrastando com a forma como Barack Obama atacou as posições de Vladimir Putin, em particular desde o início da crise na Ucrânia. Nicholas Kralev considera que o novo Presidente vai enfrentar “enorme resistência na aproximação à Rússia“, tendo exemplificado a importância que o Senado tem em matéria de política externa. Por exemplo, a ideia de rasgar alguns acordos comerciais pode ser um problema para o novo Chefe do Estado porque “alguns senadores são a favor do comércio livre“.

Uma das principais prioridades de Obama começou por ser a aproximação à China. Nos últimos 8 anos houve vários encontros bilaterais entre os dois países. O especialista norte-americano garante que os Estados Unidos precisam de Pequim para “cumprir os acordos climáticos e acompanhar a questão da Coreia da Norte, embora haja preocupação relativamente à construção de infra-estruturas militares no Mar do Sul da China“.

A situação na Síria tem sido mais falada nos últimos anos. A política de Obama para a região resultou numa guerra civil sem fim à vista apesar dos últimos avanços das tropas iraquianas. Nicholas Kralev entende que “Obama falhou na Síria porque não resolveu os problemas no país e a questão dos refugiados“.

Os próximos anos colocam vários desafios à política externa norte-americana devido às mudanças no Mundo, cujo último acontecimento relevante foi a saída do Reino Unido da União Europeia. O especialista coloca o terrorismo e a Coreia do Norte como as principais ameaças à estabilidade política e social do país, tendo deixado de fora o Irão devido ao recente acordo nuclear conseguido pela administração Obama.

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