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As conclusões da última Cimeira da NATO realizada em Julho estiveram a ser debatidas num colóquio organizado pela Universidade Lusíada de Lisboa. Os principais pontos de discussão foram a segurança energética e marítima, bem como a presença da organização atlântica no flanco sul.

No plano da segurança energética destaque para a intervenção do professor da Universidade Lusíada de Lisboa, José Francisco Pavia, relativamente à contribuição que Portugal pode dar para os países europeus estarem cada vez menos dependentes do gás natural proveniente da Rússia. O docente entende que a Península Ibérica “serviria como uma plataforma logística de distribuição do gás natural para a Europa que chega dos Estados Unidos“, tendo explicado que está a ser “desenvolvido um projecto financiado pela União Europeia nos Pirenéus para ligar os gasodutos da Península Ibérica ao resto da Europa“.

Apesar dos esforços para diminuir a dependência de alguns países relativamente à Rússia, em particular da Finlândia, Letónia, Estónia e Lituânia, os responsáveis da organização internacional dizem que as políticas energéticas de cada país limitam a actuação da NATO, sendo que, o futuro passa por desenvolver ligações com o sector privado.

A segurança marítima também esteve em destaque na conferência em Lisboa e na Cimeira de Varsóvia. Na reunião realizada na capital da Polónia, a NATO identificou o Médio-Oriente e o norte de África como zonas de instabilidade, acrescentando o terrorismo e os ciber-ataques como as ameaças mais perigosas.

A questão da segurança marítima no Golfo da Guiné voltou a ser debatida porque na Cimeira de Varsóvia a NATO garantiu que não vai enviar uma missão para a zona, já que, existem várias iniciativas internacionais para terminar com os actos de pirataria identificados na conferência.

A organização transatlântica chegou a quatro conclusões relativamente ao tema. O conselheiro político do Comando Marítimo da NATO, James Bergeron, revelou que os principais objectivos são “garantir a resposta em tempo útil, estabelecer mais tropas nos países bálticos, aumentar a actividade marítima e colocar a NATO numa missão de dissuasão“.

A conferência ficou marcada por algumas explicações relativamente às relações entre a NATO e o Brasil, bem como as divergências entre norte-americanos e turcos na disputa do território sírio após a derrota do Estado Islâmico.

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