As eleições presidenciais na Áustria consagrou Alexander Van der Bellen como novo Chefe do Estado. O acto eleitoral durou o ano inteiro porque foi necessário recorrer a uma repetição, já que, a primeira eleição acabou por ser impugnada por Norbert Hofer.

A segunda eleição confirmou a vontade dos austríacos em Maio. Durante a campanha a unidade do país foi um dos temas mais abordados, além da questão europeia. O professor da Universidade de Salzburgo, Heinisch Reinhard acredita que Van der Bellen tem capacidade para cumprir a tarefa devido ao estilo “calmo e comportamento profissional”. Apesar da vitória, o novo Chefe do Estado ainda tem de lidar com a popularidade do Partido da Liberdade que se pode traduzir “numa vitória nas próximas eleições legislativas”. O docente entende que Van der Bellen “vai ter que colaborar com o novo chanceler”.

As divisões não estão totalmente sanadas por causa da campanha para as eleições parlamentares, sendo que, os temas discutidos durante o ano deverão continuar a ser motivo de análise na Áustria, embora a manutenção da questão europeia esteja “dependente dos resultados eleitorais na França e Alemanha em 2017”.

O candidato do Partido da Liberdade, Nortbert Hofer, ficou conhecido no resto da Europa como sendo o rosto da extrema-direita na Áustria. Heinisch Reinhard diz que o responsável do partido, HC Strache, “não admite ser ultrapassado por Hofer”, pelo que, ainda não se sabe qual será o candidato a chanceler. O docente da Universidade de Salzburgo regista “a popularidade e o número de votos” conquistados por Hofer nos últimos meses. Na opinião de alguns analistas, a ideia de Strache passava por lançar Hofer para a presidência de modo a não ter nenhum rival interno.

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