O ex-primeiro-ministro britânico, David Cameron, garantiu que não se arrependeu de ter convocado um referendo sobre a manutenção do Reino Unido da União Europeia. Numa conferência realizada nos Estados Unidos, o antigo chefe do governo acredita que “a falta de discussão sobre as questões europeias durante quarenta anos envenenou a política britânica no país e no Partido Conservador”, tendo acrescentado que “a população começou a ficar frustrada por não poder participar sobre o futuro do país na União Europeia”.

As alterações políticas na Europa e nos Estados Unidos também foram temas da intervenção de David Cameron. O governante qualifica o Brexit como um dos três movimentos de insatisfação mais recentes, sendo que, o resultado do referendo britânico foi responsável pela demissão, um ano depois de ter conquistado uma enorme vitória nas eleições legislativas. Os outros dois acontecimentos relacionados com o crescimento do populismo são a eleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos e as consequências do referendo em Itália que também vitimou politicamente Matteo Renzi.

A adesão à moeda única de vários países mereceu críticas por parte de Cameron devido às enormes diferenças que existem em cada sistema fiscal, tendo alertado para as possibilidades de crescimento desperdiçadas por alguns países europeus.

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