O resultado das eleições holandesas provocou alívio em alguns países europeus, bem como nas instituições europeias. O partido liderado por Geert Wilders ficou em segundo lugar, mas não tem hipótese de se coligar com o VVD de Mark Rutte.

Os festejos dos responsáveis europeus podem ser exagerados, tendo em conta que os movimentos populistas e nacionalistas são um fenómeno recente que estão a conquistar eleitores após cada acto eleitoral. O professor universitário, Paulo Almeida Sande concorda que “a tendência não acabou porque estão marcadamente a influenciar a política europeia”. 

Apesar de muitos analistas criticarem a falta de abertura dos responsáveis europeus ao diálogo com os novos actores políticos, o docente acredita que “existe uma tentativa séria de manter os Estados-Membros unidos”. 

O quadro político-partidário tem vindo a mudar desde o resultado do referendo britânico, a crise política em Espanha e a expectativa relativamente às eleições na Holanda, França e Alemanha em 2017. O surgimento de novos partidos e de ideias permite a entrada nos palcos de decisão, como são os parlamentos nacionais. O crescimento do multipartidarismo impede a formação de governos estáveis e duradouros, abrindo a porta a coligações. Paulo Almeida Sande garante que “não se trata do enfraquecimento da política europeia porque a regra na Europa é a aliança de vários partidos”.

Advertisements