A Administração norte-americana pretende rever o acordo nuclear celebrado entre os Estados Unidos e mais cinco países com o Irão durante o mandato de Barack Obama. Donald Trump sempre criticou os termos finais das negociações. O especialista do Brookings Institute, Michael O´Hanlon, considera que o acordo deve ser revisto porque “apenas impõe limitações às infra-estruturas nucleares iranianas no período de dez anos”. Apesar do acordo não ser perfeito, o especialista norte-americano encontra algumas virtudes como “a proibição de actividades relacionadas com bombas após os dez anos”

A principal novidade no discurso dos responsáveis norte-americanos diz respeito à possibilidade do Irão ser mais um apoiante do terrorismo internacional. Na vigência de Barack Obama na Casa Branca, raramente se colocou Teerão na lista dos inimigos, mas a nova administração acaba de lançar mais uma suspeita. Michael O´Hanlon entende que as relações entre os dois países “são más”, tendo acrescentado que “a grande questão passa por saber qual é o próximo passo do Irão se rasgarmos o acordo”.

O novo desentendimento sobre o problema nuclear e a luta contra o terrorismo impedem que Teerão seja mais um aliado dos Estados Unidos na região.

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