A vitória de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais francesas trouxe mais dúvidas que certezas relativamente às legislativas que se realizam dentro de um mês.

O próximo acto eleitoral vai responder às principais questões que surgiram nas horas seguintes à eleição do novo Chefe do Estado.

Os primeiros desafios de Macron estão relacionados com a maior expressão eleitoral dos partidos tradicionais, apesar dos candidatos apoiados pelos socialistas e republicanos terem tido maus resultados na primeira volta das presidenciais. O governo nomeado por Macron terá de lidar com um parlamento dotado de ideologia. O professor da Universidade de Bristol, Gino Raymond, disse ao”The Democrat” que o presidente “precisa de estabelecer acordos informais com os dois partidos”. 

A relação com as maiores forças partidárias tem de estar na agenda de Macron, mas a formação de um novo partido pode facilitar o relacionamento com o parlamento. No entanto, “a falta de experiência” dificulta a maioria absoluta necessária para exercer as funções sem prestar contas.

As presidenciais mudaram o cenário político em França devido ao bom resultado de um centrista e da extrema-direita, mas também por causa da derrota dos socialistas e republicanos. A esquerda e a direita tradicionais francesas precisam de efectuar mudanças. O docente considera que “os dois partidos têm de encontrar novas caras e um discurso diferente porque a opinião pública associa as actuais lideranças ao elitismo”. 

A Frente Nacional também vai efectuar alterações, sobretudo ao nível do “estilo”. Gino Raymond acredita que Marine Le Pen “será candidata em 2022”.

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