Os primeiros dias da campanha eleitoral no Reino Unido mostram que os partidos têm propostas diferentes, mesmo entre os que pretendem respeitar o resultado do referendo realizado em Junho de 2016.

Os dois principais partidos começaram as acções de campanha em situações distintas. Os conservadores esperam alcançar uma maioria para liderar as negociações com a União Europeia, enquanto os trabalhistas precisam de se demarcar das propostas do governo, mas sem colocar em causa a capacidade para defender os interesses do Reino Unido. Neste aspecto, o Director do Centro de Política Britânica da Universidade de Hull, Matt Beech, explica que “os trabalhistas não defendem o controlo das fronteiras nem a redução da migração de baixa qualificação”. 

O Partido Conservador tem uma oportunidade para conquistar mais lugares no parlamento, trazendo mais estabilidade e união a uma força política que também possui alguns eurocépticos. A questão que mais preocupa os militantes passa pela capacidade de Theresa May cumprir o “Hard-Brexit”. O docente britânico considera que “se a primeira-ministra obter um bom resultado nas eleições, os conservadores vão aceitar as propostas para a saída do Reino Unido da União Europeia”. 

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