O resultado das presidenciais francesas terminou com os receios dos dirigentes europeus relativamente ao crescimento dos movimentos populistas. As vitórias dos candidatos pró-Europa na Áustria, Holanda e França possibilitam a manutenção do actual projecto europeu.

Apesar do triunfo eleitoral de Macron, Paulo Almeida Sande considera que “a solução ideal para a União Europeia seria o presidente ter maioria parlamentar” após as próximas eleições legislativas que se realizam em Junho. O especialista em assuntos europeus não dá importância à ideologia porque “o que interessa é o programa”, mesmo assim define o novo Chefe do Estado como “um liberal de esquerda”. Os desafios internos e externos começaram logo após a eleição, já que, o triunfo sobre os partidos tradicionais origina uma mudança no quadro político francês e europeu, mas Paulo Almeida Sande caracteriza Macron como “uma boa promessa para a Europa”.

A derrota dos movimentos populistas nos últimos actos eleitorais em alguns países europeus implica uma “travagem” na ambição de governar, embora não signifique o desaparecimento no mapa político. Os resultados também obrigam à mudança interna dos partidos tradicionais, em particular “na ligação com as pessoas”. Por outro lado, não se pode pedir o mesmo às forças populistas sob pena de “serem menos atractivos para os eleitores” que depositaram confiança nos programas políticos.

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