A recente crise na coligação governamental austríaca só será resolvida com novas eleições no final do mês de Outubro. Os dois principais partidos governam o país há mais de dez anos, mas também tem havido enorme conflito. A realização de eleições internas não será suficiente para enterrar os problemas do passado.

Nas próximas eleições, as duas forças correm o risco de ficar sem o poder por causa dos números do Partido da Liberdade nas sondagens. Nesta altura, conservadores e sociais-democratas dificilmente terão de chegar a entendimentos que podem resultar em nova crise de desconfiança no futuro. O professor da Universidade de Salzburgo, Heinisch Reinhard, considera que “existem três políticos muito populares que concorrem com programas diferentes”. Durante dois anos, o Partido da Liberdade dominou as sondagens, mas nas últimas semanas os conservadores conseguiram ganhar uma pequena vantagem.

O Partido da Liberdade começa a campanha eleitoral com possibilidade de se juntar a uma das forças vencedoras no governo, caso “os conservadores e sociais-democratas lutarem entre si”, embora seja previsível que “os sociais-democratas beneficiem dos ataques entre o Partido da Liberdade e os conservadores”. O docente acredita na hipótese do próximo executivo ser formado por “conservadores e Partido da Liberdade” ou “sociais-democratas e Partido da Liberdade”. 

A rotatividade entre sociais-democratas e conservadores tem gerado cansaço entre os eleitores austríacos. O aparecimento de um novo partido resultante de “militantes conservadores ou sociais-democratas juntamente com apoiantes dos Verdes ou neoliberais seria bom para o país”. 

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