Os partidos políticos já apresentaram os manifestos eleitorais com que pretendem conquistar votos no próximo dia 8 de Junho. Os conservadores e trabalhistas propõem inúmeras medidas para os assuntos sociais, mas também jogam uma forte cartada nas condições para o Reino Unido sair da União Europeia, sobretudo a nível da imigração.

O partido liderado por Jeremy Corbyn aposta na educação, saúde e na nacionalização das águas e dos caminhos-de-ferro para conquistar a confiança dos britânicos. O professor da Universidade de Londres, Simon Griffiths, considera que “os trabalhistas adoptaram surpreendentemente um manifesto radical devido ao investimento massivo nas escolas, hospitais e infra-estruturas, mas também no aumento dos impostos para os mais ricos”. Na educação, a proposta de abolir as propinas dos estudantes universitários “garante apoio estudantil, mas ninguém sabe como as universidades serão financiadas”. A intenção de colocar nove empresas no sector da água e os caminhos-de-ferro nas mãos do Estado representa “um regresso à social-democracia”. 

No manifesto dos conservadores também existem medidas que merecem desentendimentos como a imigração e o segundo referendo na Escócia, apesar do docente britânico entender que as propostas “são mais cautelosas”. A redução da imigração no Reino Unido é a tarefa mais complicada para Theresa May, independentemente da medida começar a ser cumprida depois das eleições ou em 2019. Simon Griffiths acredita que “haverá consequências económicas para o país”.

A reforma da Câmara dos Lordes está incluída no manifesto dos Liberais-Democratas. Desde o início dos anos 90 que se pretende alterar algumas regras, como a possibilidade dos membros deixarem de ser nomeados “após vários anos de serviço público”. Nesta questão, Tim Farron tem o apoio de Jeremy Corbyn para tornar a “segunda câmara mais democrática”. 

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