A saída do Reino Unido da União Europeia continua a ser um tema interessante e actual, pelo que, também mereceu honras de debate nas conferências. Os oradores escolhidos para o painel têm tido um papel importante no processo de saída. O eurodeputado socialista, Francisco Assis, efectuou uma defesa dos valores europeus, enquanto Nigel Farage incentivou Portugal a seguir o mesmo caminho do Reino Unido.

O antigo líder do UKIP garantiu que vai continuar “a encorajar os movimentos independentes a lutar por uma Europa composta por Estados soberanos”, tendo-se defendido das perguntas relacionadas com a manutenção do cargo de eurodeputado ao mesmo tempo que assume uma postura contra Bruxelas. No entanto, Farage diz que é “contra as políticas”. 

O eurodeputado contrapôs as ideias do político britânico com as virtudes do projecto europeu baseado na “liberdade, direitos humanos, democracia e economia de mercado”, tendo assegurado que “a história fala a favor da manutenção dos valores europeus”. O socialista também abordou o futuro porque a União Europeia “só tem sentido se houver perspectivas em regular a globalização e as questões ambientais”.

O eurocepticismo aumentou na Europa depois dos resultados das eleições holandesas e francesas, mesmo que nem Marine Le Pen e Geert Wilders tenham chegado ao poder. Francisco Assis identifica dois motivos que originaram a vaga de movimentos populistas. O primeiro está relacionado com “a rejeição do modelo europeu por pensarem que se trata de um modelo capitalista”. O segundo diz respeito “à vontade de recuperarem a soberania”. 

Após a introdução sobre a importância da União Europeia, Francisco Assis aprofundou a actual posição europeia face às exigências britânicas. As condições de saída do Reino Unido também motivaram uma troca de argumentos. O eurodeputado assegurou que “a União Europeia pretende ter uma atitude correcta porque os países vão negociar conjuntamente com o Reino Unido”. Nigel Farage considera que “as negociações do Brexit vão ter lugar em Bruxelas”. Apesar das palavras positivas do socialistas relativamente à sobrevivência do clube europeu, a “tradição da política britânica vai fazer falta”.

Os 27 Estados-Membros esperam pelos resultados das eleições no dia 8 de Junho para iniciarem conversações com o próximo governo. No último ano existiram várias declarações dos dois lados, mas o futuro do Reino Unido sem a União Europeia e vice-versa continua uma incógnita em diversas matérias. O eurodeputado desvendou um pouco sobre como será o relacionamento político, económico e social dos 27 membros. Francisco Assis explica que “a União Europeia vai ter várias velocidades, com um núcleo duro capaz de ter mais força do que os outros nalgumas áreas”. A segurança também será uma questão prioritária.

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