A resposta dos países europeus ao recente fluxo migratório ainda divide governos, comunicação social e responsáveis pelas organizações humanitárias, bem como os especialistas.

As diferentes posturas adoptadas por cada país merece críticas, mas o esforço desenvolvido nos últimos tempos também tem sido reconhecido. O Lorde Michael Hastings pede uma “narrativa diferente em que nenhuma barreira impeça as pessoas de se deslocarem para terem melhores condições de vida, seja por causa da pobreza ou dos conflitos”, tendo elogiado o trabalho das organizações humanitárias.

A intervenção da professora Teresa Anjinho teve um alcance mais profundo, porque relatou situações que se passam nos campos de refugiados. A docente entende que “é necessário passar do compromisso à prática para ajudar os refugiados que estão numa situação desesperada”. 

Apesar dos alertas provenientes dos dois políticos, também existem sinais positivos que não devem ser esquecidos. A União Europeia tem realizado um bom trabalho no acolhimento e integração dos migrantes que continuam a chegar ao continente europeu. O director do European Asylum Support Office, José Carreira, garantiu que “em termos de legislação a União Europeia é a região mais valiosa do mundo”, acrescentando que “os países europeus mostram receptividade aos migrantes”.

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