As recentes migrações para o continente europeu tiveram origem na primavera árabe, tendo o fluxo aumentado com a guerra na Síria em 2011. A chegada de imigrantes provenientes dos países que estão em conflito trouxe um problema difícil de resolver, como é a possibilidade de eventuais terroristas sacrificarem a vida para entraram no espaço europeu como migrantes.

A norte-americana, Gina Bennett não tem dúvidas que “a migração traz novas formas de terrorismo”. 

Apesar da importância das palavras da responsável pelo departamento de terrorismo da CIA, a explicação mais detalhada sobre a questão acabou por ser dada por Felipe Pathé Duarte. O especialista português entende que “existe uma relação entre o fluxo migratório e a tese jihadista por cinco motivos”. No primeiro, “a dimensão territorial permitiu que o Estado Islâmico fizesse um apelo à migração”. O segundo é “o regresso dos combatentes internacionais”. Em terceiro, a “migração de combatentes jihadistas”. Os dois últimos motivos são “a segunda geração de imigrantes que não foram integrados e a radicalização de novos recrutas”.

Neste momento, a questão que mais se coloca passa por tentar perceber as razões dos constantes ataques terroristas em solo europeu. Felipe Pathé Duarte acredita que se trata de uma forma para “causar polarização social e alterar as dinâmicas do poder político”. 

A segunda questão que também precisa de resposta é a forma de combater o terrorismo. O autor do livro “Jihadismo Global” avança com duas hipóteses. A primeira passa por “fazer face à narrativa que nasce dos movimentos sociais”, enquanto a segunda exige “partilha dos serviços de informação”.

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