As eleições britânicas realizam-se depois de uma campanha marcada pelo futuro do Reino Unido sem a União Europeia, mas também após dois atentados que causaram dor na sociedade.

As questões relacionadas com a segurança deram fôlego a Jeremy Corbyn nas sondagens, embora os conservadores continuem à frente. Neste momento, colocam-se três cenários em cima da mesa. No primeiro, Theresa May mantém e reforça a maioria absoluta. No segundo, os conservadores precisam novamente de alianças para governar e por último, os trabalhistas regressam ao poder depois de sete anos na oposição.

A conquista de uma maioria absoluta por parte dos conservadores será fundamental para a manutenção do poder de Theresa May e Jeremy Corbyn. No caso do governo manter ou reforçar a presença na Câmara dos Comuns, o líder trabalhista vai ser contestado, mas Theresa May enfrenta problemas internos se perder a maioria conquistada por David Cameron em 2015. O professor da Universidade do Exeter, Richard Toye, entende que “seria um bom resultado para Corbyn se Theresa May perder a maioria, mas não acredito nessa possibilidade”. O docente considera que “a primeira-ministra não tem força política sem uma maioria no parlamento, nem numa situação em que aumente o número de deputados devido às fragilidades reveladas durante o mandato” 

Numa altura em que o Reino Unido enfrenta o problema do terrorismo e necessita de ter voz no processo de saída da União Europeia, seria provável que os dois maiores partidos se entendessem caso o parlamento fique dividido, mas “os conservadores e trabalhistas são inimigos mortais que nunca vão trabalhar juntos”.

O acto eleitoral não é decisivo apenas para os principais líderes partidários. Os pequenos partidos perderam votos em 2015, pelo que, tentam recuperar espaço na política britânica. Os Liberais-Democratas ficaram sem voz depois de terem saído do executivo e o UKIP perdeu habilidade política no plano interno. Richard Toye garante que “a fraca liderança de Paul Nuttal divide o UKIP, enquanto os Liberais-Democratas dificilmente recuperam de mais um mau resultado”.

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