A vitória de Ramush Haradinaj nas eleições legislativas do último fim-de-semana não significam que o antigo comandante seja nomeado primeiro-ministro. Nas legislativas de 2014, a instabilidade política durou seis meses, tendo sido necessário a intervenção da comunidade internacional. A investigadora do European Policy Center em Belgrado, Katarina Tadic, entende que “não haverá governo nas próximas semanas porque as conversações serão realizadas à porta fechada”. 

O triunfo do líder da coligação Aliança para o Futuro do Kosovo é um entrave para a estabilidade das relações entre os dois países, já que, a Sérvia pretende julgar Haradinaj por alegados crimes de guerra, mas Katarina Tadic considera que “não haverá alterações significativas no relacionamento por causa dos interesses políticos das duas partes”. 

O Kosovo enfrenta vários problemas que necessitam de uma resposta, independentemente do nome do próximo chefe do governo. A corrupção, a estabilidade económica e a necessidade de encontrar uma posição na cena internacional são as prioridades do novo executivo. A integração europeia é outro aspecto que tem de continuar a ser aposta dos dirigentes kosovares. A investigadora explica que o próximo parlamento “tem de ratificar o acordo de demarcação da fronteira com Montenegro para permitir a liberalização dos vistos para os cidadãos kosovares poderem viajar para os países da União Europeia”. 

 

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