As últimas decisões de Donald Trump de rasgar o Acordo de Paris e a relação com Cuba mudam a face da política externa norte-americana. As posições tomadas pelo presidente norte-americano foram criticadas a nível interno e externo, sendo que, a saída do acordo relativamente às alterações climáticas mereceu mais contestação do que o corte de relações diplomáticas com Havana. O autor do blogue Era uma vez na América, Alexandre Burmester entende que “no plano interno existe ignorância sobre o conteúdo do acordo e a nível internacional a retirada norte-americana servirá para alguns pavões exibirem a sua virtude”. 

O presidente norte-americano cumpriu duas promessas eleitorais, pelo que, não se pode acusá-lo de traição ao eleitorado. Os apoiantes de Trump gostam de bater na tecla do cumprimento das propostas em campanha eleitoral. Alexandre Burmester considera que “também existem convicções políticas nas decisões, sobretudo no Acordo de Paris que prevê uma maciça transferência dos países ricos para os países em desenvolvimento”. 

A tradicional influência norte-americana nas grandes questões mundiais será substituída por novas forças como a Rússia, China e mesmo países do Médio-Oriente. Os Estados Unidos deixarão de ser vistos como a maior potência internacional, embora o especialista português explique que se trata apenas “de força militar e económica porque o resto são ilusões”. 

O mandato de Trump chega aos seis meses e já foram tomadas várias decisões relativamente à política externa. Alexandre Burmester entende que “está a haver uma tentativa de nova afirmação da Realpolitik em substituição do idealismo”. 

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