Os maiores países do Ocidente, sobretudo o bloco europeu, não se preocupou com o crescimento das grandes potências, no plano político, económico e militar. A crise de valores e das instituições também está relacionada com a perda de poder face aos mercados emergentes como a Rússia, Brasil, China e a Índia. As interrogações dos responsáveis ocidentais prende-se com a possibilidade de alguns regimes provocarem as liberdades instituídas na Europa e nos Estados Unidos.

O crescimento da Rússia e da China esteve em debate no Estoril Political Forum. O professor da Universidade de Stanford, Larry Diamond e o fundador da revista Standpoint, Daniel Johnson discutiram os novos perigos para as democracias liberais provenientes dos regimes mais poderosos. O norte-americano garante que “a China é a potência mais dinâmica do mundo, sobretudo no plano económico, embora os Estados Unidos continuem a liderar a nível militar”. Por seu lado, o inglês destacou “o falhanço da União Europeia e da NATO na tentativa de impedir a influência de Putin”, exemplificando a falta de rapidez do Ocidente na “resolução do problema da guerra civil na Síria”. 

Apesar dos alertas lançados durante a sessão, os dois acreditam que haverá mudanças políticas em Pequim nos próximos anos. Larry Diamond entende que “o regime chinês não tem capacidade para se aguentar durante muitos anos”. Daniel Johnson acredita que “as novas gerações vão lutar para terminar com a ideia de um único partido na China”. 

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