A União Europeia e o Reino Unido iniciaram as negociações tendo em vista a confirmação do Brexit em 2019. As duas partes reuniram-se, pela primeira vez, depois do resultado das eleições legislativas no Reino Unido ter ditado um governo minoritário para os conservadores.

De acordo com a newsletter “The Brexit Monthly Digest” publicada pela True Bridge Consultancy Group, a primeira fase das negociações apresenta três aspectos fundamentais. O primeiro está relacionado com os direitos dos cidadãos europeus que vivem no Reino Unido. Em segundo, o montante que os britânicos têm de pagar a Bruxelas relativamente às obrigações assumidas até 2019. Por fim, encontrar uma solução para a manutenção da paz entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte.

No primeiro encontro, os britânicos colocaram em cima da mesa um assunto muito importante revelado pelo Membro do Senado da Universidade de Bristol, Bernardo Ivo Cruz, ao The Democrat. O português assegurou que “o Reino Unido pretende negociar imediatamente as negociações para a saída e os termos da manutenção da relação com a União Europeia, mas Bruxelas não aceitou a vontade britânica”. O governo liderado por Theresa May continua interessada em estabelecer relações com a entidade europeia. Nesta reunião, os responsáveis britânicos exigiram “controlar a imigração e determinar o papel dos tribunais europeus na legislação interna”.

Os direitos dos cidadãos da União Europeia no Reino Unido também é um assunto que merece divisões devido à possibilidade da perda de alguns benefícios que estiveram na base da decisão de muitos estrangeiros optarem por emigrarem. Bernardo Ivo Cruz esclarece que “existe uma diferença entre aquilo que o Reino Unido oferece e o que a União Europeia pretende, já que, Theresa May quer equiparar os direitos dos cidadãos europeus aos dos britânicos”.

No último referendo notou-se uma grande divisão nos votos finais dos quatro países que constituem o Reino Unido. A maioria dos cidadãos escoceses e norte-irlandeses votaram pela manutenção, enquanto os ingleses e galeses optaram pela saída. Bernardo Ivo Cruz garante que “não há perigo para a unidade territorial, mas existe um mal-estar por causa das competências atribuídas a cada país”.

 

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