A presidência de Malta do Conselho Europeu terminou com objectivos alcançados na área da imigração e da evasão fiscal, embora também tenham sido abordados outros assuntos como o mercado digital, os problemas sociais dos cidadãos europeus, o alargamento nos Balcãs e o início das negociações para a saída do Reino Unido.

Nos últimos seis meses, a prioridade acabou por ser o combate aos fluxos migratórios provenientes do Mar Mediterrâneo e a protecção dos migrantes no território europeu. Neste aspecto, a cimeira que decorreu no dia 3 de Fevereiro permite uma colaboração com os países do norte de África, como a Líbia, mas também existiram medidas assumidas entre todos os Estados-Membros, como é o caso da reforma do sistema Europeu de Asilo, além da implementação e revisão de sistemas que ajudam à mobilidade dos imigrantes no espaço europeu, nomeadamente o Entry-Exit e o European Travel Information and Authorisation System. Os países também criaram uma protecção especial para as crianças.

Os responsáveis europeus, sob a liderança de Malta, aprofundaram dois temas importantes relativamente ao futuro da coesão europeia. O alargamento aos países dos Balcãs e a saída do Reino Unido da União Europeia irão ocupar as próximas presidências, mas houve progressos significativos nas duas situações. Nas últimas semanas, a União Europeia e o Reino Unido sentaram-se pela primeira vez à mesa para conversarem sobre o Brexit, tendo sido definido as prioridades de cada bloco. Os Estados-Membros apresentaram candidaturas para receber as sedes das agências europeias localizadas em solo britânico.

O processo de alargamento à Sérvia e Montenegro obteve evolução com a abertura de quatro capítulos por parte dos sérvios e de dois pelos montenegrinos, sendo que, os dois países conseguiram cumprir provisoriamente com uma das obrigações.

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