As relações entre os Estados Unidos e a China podem sofrer vários recuos devido à posição do Presidente Donald Trump durante a campanha eleitoral do ano passado. No entanto, alguns temas actuais, como a ameaça nuclear norte-coreana, devem unir Pequim e Washington.

As duas potências mundiais estiveram juntas durante o mandato de Barack Obama, mas a situação deve mudar na actual administração norte-americana por diversas razões. A analista do Freedom House, Sarah Cook, explica que “o governo está preocupado com os desequilíbrios comerciais e as incursões chinesas no Mar do Sul da China”. As questões relacionadas com os direitos humanos também estão na agenda do executivo, mas são entidades privadas como a Freedom House que tentam mudar “uma das piores ameaças à democracia e as direitos humanos no mundo”. A investigadora entende que “as parcerias estratégicas na economia e segurança não podem ser separadas da violação dos direitos humanos do Partido Comunista Chinês”.

No primeiro encontro entre Trump e Xi Jinping em Abril, o responsável da Freedom House, Michael Abramowitz escreveu uma carta para colocar o tema dos direitos fundamentais em cima da mesa. Sarah Cook garante que “a pressão ajuda a população chinesa, mas também protege os interesses norte-americanos”. 

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