Estados Unidos. Donald Trump conquista primeira vitória na Câmara dos Representantes

O Presidente Donald Trump conseguiu revogar o Obamacare na segunda tentativa. A Câmara dos Representantes votou favoravelmente as novas medidas do seguro de saúde idealizado pelo novo Chefe do Estado, duas semanas depois de terem sido chumbadas as primeiras alterações.

O resultado final de 217 a favor e 213 contra confirma que as negociações não foram fáceis, embora no final muitos republicanos tivessem mostrado satisfação pela aprovação da nova legislação. Nenhum democrata votou a favor, mas alguns republicanos não se deixaram influenciar pela nova proposta.

A lei ainda não entra em vigor porque precisa de ser votada no Senado. O Presidente norte-americano confia que as alterações serão aprovadas. Por seu lado, o “Speaker” do Congresso, Paul Ryan, considera que se trata de uma decisão que era esperada há muitos anos.

Reino Unido. Liberais-Democratas propõem referendar acordo alcançado com a União Europeia

Os Liberais-Democratas encontraram uma solução para impedir que o Reino Unido saia da União Europeia sem ser prejudicado. O antigo Vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, entende que a população deve escolher em referendo se aceita o acordo entre as duas partes ou deseja continuar na União Europeia.

O responsável do partido pelo Brexit garante que as consequências da subida da inflação, do baixo investimento e da fraca imigração só começam a ser visíveis no final de 2019, tendo apontado o dedo aos conservadores por degradarem a vida das pessoas mais pobres.

Estados Unidos. Cem dias de Trump na Casa Branca marcados pelo falhanço de revogar o Obamacare

O presidente Donald Trump completa 100 dias na Casa Branca. Os primeiros meses do mandato ficam marcados pela tentativa de cumprir algumas promessas através de ordens executivas por causa da oposição de alguns membros do Partido Republicano no Congresso.

A política externa também mereceu atenção por parte do novo Chefe do Estado com acções militares na Síria e o envio de porta-aviões para a península da Coreia com o intuito de persuadir Pyongyang de continuar a testar misseis nucleares. Os Estados Unidos também iniciaram uma pequena polémica com o Irão.

Os autores do blogue “Era uma vez América” assinalaram os momentos negativos e positivos nestes 100 dias. Nuno Gouveia e Alexandre Burmester consideram que “a nomeação de Neil Gorsuch para o Supremo Tribunal foi a maior vitória política”, embora Nuno Gouveia tenha acrescentado “o primeiro discurso no Congresso e a resposta ao ataque com armas químicas de Assad na Síria”, como dois momentos aplaudidos pela crítica. No plano negativo, os dois especialistas também apontam “a derrota em tentar derrubar o Obamacare na Câmara dos Representantes”. No entanto, existiram mais polémicas que fragilizam o mandato de Trump, como as ligações da actual administração à Rússia que resultaram na demissão de Michael Flynn e os constantes comentários do presidente nas redes sociais.

As medidas de Donald Trump têm sido rigorosamente escrutinadas, sobretudo pela comunicação social norte-americana. O ambiente em torno da presidência continua a ser de alguma desconfiança, embora Nuno Gouveia considere que “as posições mais centristas melhoraram ligeiramente o clima”. Por outro lado, Alexandre Burmester entende que “ainda se sente alguma crispação”. 

Portugal e Roménia celebram 100 anos de relações diplomáticas

A Roménia e Portugal festejam cem anos de relações diplomáticas. Os dois países têm mantido uma relação cordial e de amizade ao longo do tempo, em especial depois do 25 de Abril. As autoridades portuguesas recordam com apreço o facto da Roménia ter sido o primeiro país do Leste a reatar relações com Portugal após o 25 de Abril de 1974.

A Embaixada da Roménia em Portugal, através da Embaixadora Ioana Bivolaru, em conjunto com o Instituto Cultural Romeno de Lisboa organizaram em Janeiro um exercício literário-interpretativo destinado aos apaixonados da literatura romena para comemorar a data. A Câmara Municipal de Cascais também se vai associar à história com a inauguração de uma exposição temporária da obra do artista Bogdan Rata, que se realiza no próximo dia 17 em frente ao edifício da edilidade.

Estados Unidos. Irão sem argumentos para convencer Donald Trump

A Administração norte-americana pretende rever o acordo nuclear celebrado entre os Estados Unidos e mais cinco países com o Irão durante o mandato de Barack Obama. Donald Trump sempre criticou os termos finais das negociações. O especialista do Brookings Institute, Michael O´Hanlon, considera que o acordo deve ser revisto porque “apenas impõe limitações às infra-estruturas nucleares iranianas no período de dez anos”. Apesar do acordo não ser perfeito, o especialista norte-americano encontra algumas virtudes como “a proibição de actividades relacionadas com bombas após os dez anos”

A principal novidade no discurso dos responsáveis norte-americanos diz respeito à possibilidade do Irão ser mais um apoiante do terrorismo internacional. Na vigência de Barack Obama na Casa Branca, raramente se colocou Teerão na lista dos inimigos, mas a nova administração acaba de lançar mais uma suspeita. Michael O´Hanlon entende que as relações entre os dois países “são más”, tendo acrescentado que “a grande questão passa por saber qual é o próximo passo do Irão se rasgarmos o acordo”.

O novo desentendimento sobre o problema nuclear e a luta contra o terrorismo impedem que Teerão seja mais um aliado dos Estados Unidos na região.

Reino Unido. Jeremy Corbyn rejeita coligação pós-eleitoral com os nacionalistas escoceses

O líder dos trabalhistas rejeitou realizar um acordo pós-eleitoral com o Partido Nacional Escocês. Jeremy Corbyn entende que os nacionalistas não são progressistas, criticando a as posturas distintas em Westminster e na governação da Escócia.

As recentes tentativas do Partido Nacional Escocês de efectuar o segundo referendo à independência na região também estão na base das recusas por parte do líder trabalhista em Inglaterra e da responsável na Escócia. Os dois dirigentes consideram que  a força liderada por Nicola Sturgeon pretende dividir o Reino Unido em duas partes.

A primeira-ministra garante que, na próxima eleição, a disputa vai ser entre a forte liderança dos conservadores ou um governo trabalhista suportado pelos pequenos partidos.

Reino Unido. Futuro do Partido Trabalhista em jogo nas próximas eleições

A decisão de Theresa May de convocar eleições antecipadas coloca novos desafios a todos os partidos com assento parlamentar em Westminster. Os líderes políticos não tiveram medo de ir a jogo e aceitaram a data proposta pela primeira-ministra.

O novo acto eleitoral será decisivo para algumas lideranças caso os conservadores reforcem o número de deputados na Câmara dos Comuns. O professor da Universidade de Londres, Simon Griffiths, considera que “se trata de um bom momento para os conservadores aumentarem a maioria parlamentar antes das negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia se tornarem mais complicadas”.

O líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, tem de ganhar para continuar no cargo e terminar com as várias tentativas de destituição da liderança por parte de alguns sectores do partido. O docente britânico não consegue “imaginar Corbyn na liderança se obter um mau resultado”. O problema do Partido Trabalhista pode não ser apenas a continuidade do actual líder porque existem diferentes sensibilidades politicas. A vitória dos conservadores no dia 8 de Junho significa a terceira derrota eleitoral desde 2010. O futuro do partido também se vai decidir nas próximas eleições. O professor da Universidade de Londres prevê três cenários se os trabalhistas voltarem a perder. No primeiro, os trabalhistas “iniciam uma recuperação lenta com um líder moderado”. Em segundo lugar, o “partido pode dividir-se em duas partes”. Por fim, a importância pode “continuar a ser marginal devido ao domínio dos conservadores nos próximos anos”. 

Os dois principais partidos apoiaram a manutenção do Reino Unido na União Europeia, mas agora defendem soluções diferentes objectivos no acordo final. Os conservadores pretendem conquistar a confiança do eleitorado britânico para “liderarem as negociações com a União Europeia”, enquanto os trabalhistas lutam por melhores condições na saúde, segurança social e na educação.

As actuais posições favoráveis ao Brexit dos conservadores e trabalhistas podem favorecer as forças políticas que se mantiveram ao lado da manutenção do Reino Unido na União Europeia depois do referendo do ano passado. Os Liberais-Democratas serão beneficiados “nalgumas zonas que votaram contra o Brexit”. Por seu lado, o Partido Nacional Escocês mantém o domínio na região. A maior incógnita é o UKIP porque na campanha eleitoral tem de defender o Brexit, mas não pode aplaudir as opções dos conservadores ou dos trabalhistas. Simon Griffiths questiona se o partido liderado por Paul Nuttal “consegue sobreviver no longo prazo”.

A política britânica regista mais um momento de instabilidade. Os acontecimentos dos últimos anos trouxeram novas figuras, mas também a saída de alguns actores importantes devido aos maus resultados eleitorais. Desde as eleições em 2015 que se verificaram várias mudanças nos partidos. O docente britânico explica que “desapareceram os pressupostos tradicionais sobre a forma como funciona a política”.

Ásia. China pretende península coreana sem armas nucleares

A China continua preocupada com a confirmação do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano sobre o aumento da actividade nuclear.

O porta-voz do responsável pela diplomacia chinesa garantiu que a única maneira de garantir a paz e a estabilidade na península da Coreia passa por impedir qualquer dos países de utilizar armas nucleares.

As últimas ameaças provenientes do regime de Pyongyang não são responsáveis pela reacção chinesa, já que, o clima de tensão tem sido notório ao longo dos anos.

Reino Unido. Theresa May propõe antecipação das legislativas para dia 8 de Junho

A primeira-ministra britânica, Theresa May, decidiu antecipar as eleições legislativas para dia 8 de Junho. A proposta será votada amanhã na Câmara dos Comuns pelos partidos parlamentares.

A posição de Theresa May está relacionada com a necessidade de unir o país em torno das negociações sobre a saída do Reino Unido na União Europeia. A chefe do governo entende que Westminster continua dividido sobre o rumo que o Reino Unido deve seguir nos próximos anos, acusando os partidos políticos de pensarem apenas nos interesses de cada um.

A única maneira de terminar com algumas reivindicações por parte da oposição e garantir estabilidade até ao final das conversações passa por dar oportunidade aos eleitores britânicos de escolherem o comandante do navio durante as negociações que terminam em 2019.

As intenções dos Conservadores serão apoiadas pelos trabalhistas.

Neste momento, os Conservadores lideram as sondagens com 45% das intenções de voto contra 25% dos trabalhistas. O Ukip continua à frente dos Liberais-Democratas e nas duas últimas posições estão o Partido Nacional Escocês e os Verdes.

O professor da Universidade do Exeter, Richard Toye, considera que “Theresa May pode obter uma vitória esmagadora como aconteceu em 1959 com Harold Macmillan e 1983 com Margaret Thatcher”. O docente acredita que os conservadores dificilmente perderão a maioria parlamentar devido “à força nas sondagens”.

Turquia. Erdogan conquista o direito de ficar mais 12 anos no poder

A vitória de Erdogan no referendo sobre as mudanças constitucionais não foi bem aceite por diversas instituições dentro e fora da Turquia.

A oposição derrotada no escrutínio popular criticou a falta de meios utilizados na campanha. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e o Conselho da Europa também disseram que se tratou de um acto eleitoral desigual.

O triunfo do Presidente situou-se nos 51,4% com 85% da população a se deslocar às urnas. As principais cidades turcas votaram contra as propostas de Erdogan, mas a região da Anatólian e a costa do Mar Negro decidiram o contrário.

A partir de 2019 o líder turco tem possibilidade de ficar mais dez anos no poder.